1971
Lista de Poemas
VERDADEIRA LUZ
Vem e veja, com o coração sinta o amor que irradia a alma feliz, vem ser aprendiz dessa luz que conduz com harmonia, belos sentimentos da expressão de um rosto com a mania de querer com as mãos tocar e acariciar e compartilhar o que sente. Vem ver o céu azul, no esplendor do sol da manhã de verão, vem sentir o calor no coração, deixa entrar essa luz, varrer a tristeza e a angústia, deixa brilhar em teus olhos o amor. Abra largamente os braços, esqueça se o passado foi triste, deixe o ontem, viva o hoje, prepare-se para o amanhã, pois não sabemos nada sobre ele. Valorize os mínimos detalhes do bem e tudo que te leve e traga a paz. Vai ter com o amor e com a bondade, e aprenda o perdão, e não o retenhas em teu coração. Será bênção para os teus dias, acréscimo de anos de vida e, saúde para a tua carne. Abra as portas da alma, abra um sorriso, deixe brilhar os olhos, pode até chorar, mas que seja de emoção. Procure alcançar o caminho da razão e da Justiça, da sabedoria, e do conhecimento, não te detenhas em buscar, eles te levarão ao verdadeiro e puro amor, e os teus ossos agradecerão, e os teus dias raiarão mais alvos que a branca neve. Alcançarás a liberdade e te irás bem, e não temerás nos dias maus, quando cercarem os inimigos a tua porta. Vem e veja e sinta a verdadeira luz.
175
SEOL
A terra, ah! Esta que não se cansa!
Quantos corpos, quantas matérias!
Que imensa boca, que abrangência,
Nos quatro cantos se alimenta mansa.
Que largo, que medo, insignificância,
Sem esforço nos traga gostoso
Querer estabelecer a vida é pura inobservância
Ainda há os que vão em traje garboso.
Quem ignora e não pondera o poder?
Tornar-se-á tão tarde ou tão cedo,
Não basta saúde, é inútil o querer,
Ela não tem pressa, sabe o segredo.
Todos estão sujeitos ao veredito,
A esperarem pela vida redimida,
Crenças sobre a verdade ou mito,
Mas à morte, não nos resta saída.
Quantos corpos, quantas matérias!
Que imensa boca, que abrangência,
Nos quatro cantos se alimenta mansa.
Que largo, que medo, insignificância,
Sem esforço nos traga gostoso
Querer estabelecer a vida é pura inobservância
Ainda há os que vão em traje garboso.
Quem ignora e não pondera o poder?
Tornar-se-á tão tarde ou tão cedo,
Não basta saúde, é inútil o querer,
Ela não tem pressa, sabe o segredo.
Todos estão sujeitos ao veredito,
A esperarem pela vida redimida,
Crenças sobre a verdade ou mito,
Mas à morte, não nos resta saída.
195
VAPOR QUE DÁ VIDA
Andei pensando em me evaporar
Num vapor suave tal brisa leve
Num vento breve que sopra ao mar
Para tocar tua alma branca feito neve.
Em teu puro coração repousar
Acalentar-te com forte amor e paz
As tuas macias mãos acariciar
Na tua pele teus pelos arrepiar vivaz.
O teu delicado rosto contornar
Balançar os teus longos cabelos
No teu ventre de mãe descansar
Misturar com teu fôlego em anelos.
Invadir e oxigenar os teus suspiros
Aumentar e expandir o teu respirar
Manter-te viva e teu alento fortificar
Soprar-te nas entranhas refrigérios.
Num vapor suave tal brisa leve
Num vento breve que sopra ao mar
Para tocar tua alma branca feito neve.
Em teu puro coração repousar
Acalentar-te com forte amor e paz
As tuas macias mãos acariciar
Na tua pele teus pelos arrepiar vivaz.
O teu delicado rosto contornar
Balançar os teus longos cabelos
No teu ventre de mãe descansar
Misturar com teu fôlego em anelos.
Invadir e oxigenar os teus suspiros
Aumentar e expandir o teu respirar
Manter-te viva e teu alento fortificar
Soprar-te nas entranhas refrigérios.
189
SOBRE O POEMA E O POETA
Um poema surge na alma e no coração,
De um choro, de tristezas ou alegrias,
Do sofrimento e de penosas agonias,
Um poeta cria, sente, e vê a dimensão.
Com a natureza viva se encanta,
Tantas belezas criadas por sabedoria,
Suas ideias nascem, nova planta
Contemplando os seres no dia a dia.
Descreve o amor de várias formas,
Aquele que às vezes nos desnorteia,
Um poeta é livre e forte, sangue na veia,
Diante de fatos que fogem às normas.
Um poema é sacro, é mundano,
Romântico, eclético, ou reflexivo,
Traz paz, regozijo, ou é sensitivo,
É tão natural quanto um poeta humano.
De um choro, de tristezas ou alegrias,
Do sofrimento e de penosas agonias,
Um poeta cria, sente, e vê a dimensão.
Com a natureza viva se encanta,
Tantas belezas criadas por sabedoria,
Suas ideias nascem, nova planta
Contemplando os seres no dia a dia.
Descreve o amor de várias formas,
Aquele que às vezes nos desnorteia,
Um poeta é livre e forte, sangue na veia,
Diante de fatos que fogem às normas.
Um poema é sacro, é mundano,
Romântico, eclético, ou reflexivo,
Traz paz, regozijo, ou é sensitivo,
É tão natural quanto um poeta humano.
166
FÉ E OTIMISMO
Ela traz marcas, feridas cicatrizadas,
No coração e na alma resquícios.
Um medo de amar, mãos calejadas,
Traumas da vida, pelos princípios.
Teus olhos uma janela iluminada,
Em um corpo resguardado e puro,
Buscando por um amor determinada,
Fugindo anos e anos do obscuro.
Tua crença um alicerce inabalável,
Respirando a essência verídica,
O que não se vê pode ser palpável ,
Quando se espera de forma ética.
Quem a impedirá de vivenciá-lo?
Olhos maus energizam ceticismo,
E criam barreiras para contê-lo,
Mas pela fé ela tem o otimismo.
No coração e na alma resquícios.
Um medo de amar, mãos calejadas,
Traumas da vida, pelos princípios.
Teus olhos uma janela iluminada,
Em um corpo resguardado e puro,
Buscando por um amor determinada,
Fugindo anos e anos do obscuro.
Tua crença um alicerce inabalável,
Respirando a essência verídica,
O que não se vê pode ser palpável ,
Quando se espera de forma ética.
Quem a impedirá de vivenciá-lo?
Olhos maus energizam ceticismo,
E criam barreiras para contê-lo,
Mas pela fé ela tem o otimismo.
218
AMOR MEU
Amor meu, minha vida sadia,
Minha ajuda, meu esteio forte,
Meu amor tu és minha alegria.
Teus abraços que me acolhem,
Tuas mãos são o meu aporte,
Teus beijos que me consomem.
Amor meu que os olhos brilham,
Que a tua alma se uniu à minha,
E os meus olhos se maravilham.
Amor meu que tanto me quer,
E eu também a quero todinha,
Que eu a considero rara mulher.
Amor meu, amar-te-ei feliz,
Dar-te-ei sem medo a vida,
Farei o melhor que nunca fiz.
Creio não duvidar amor meu,
Que o meu amor por ti não finda,
E que para sempre serei teu.
Ipatinga, 21/01/2019
Erimar Santos.
Minha ajuda, meu esteio forte,
Meu amor tu és minha alegria.
Teus abraços que me acolhem,
Tuas mãos são o meu aporte,
Teus beijos que me consomem.
Amor meu que os olhos brilham,
Que a tua alma se uniu à minha,
E os meus olhos se maravilham.
Amor meu que tanto me quer,
E eu também a quero todinha,
Que eu a considero rara mulher.
Amor meu, amar-te-ei feliz,
Dar-te-ei sem medo a vida,
Farei o melhor que nunca fiz.
Creio não duvidar amor meu,
Que o meu amor por ti não finda,
E que para sempre serei teu.
Ipatinga, 21/01/2019
Erimar Santos.
1 986
AQUI NADA É O QUE PARECE SER
Nada é o que parece ser o que é,
Nem o que diz ser eu sou assim,
É capaz de ser o que realmente é,
Tudo se confunde e se choca enfim.
Aqui tudo tem erros e falhas,
O homem se perde em palavras,
A criatura que se diz é cinza de palhas.
Ipatinga, 19/01/2019
Erimar Santos.
Nem o que diz ser eu sou assim,
É capaz de ser o que realmente é,
Tudo se confunde e se choca enfim.
Aqui tudo tem erros e falhas,
O homem se perde em palavras,
A criatura que se diz é cinza de palhas.
Ipatinga, 19/01/2019
Erimar Santos.
624
AMOR NOVO
Encontrei-me com um novo amor
Que me trouxe nova esperança
Ignorando a lembrança da dor
Nele depositei minha confiança.
A fidelidade seja o bálsamo
Que alivie o pensar duvidoso
Encontrou-me o amor honroso
Mulher de fibra de cânhamo.
Ela tem cabelos negros e longos
Grossos, macios, e brilhantes
Olhos negros d'águas dos lagos
Cor morena, índia da tribo Xavantes.
Altura que o meu ombro alcança
Com um rosto delicado e pueril
Dentro do peito seu coração dança
Nos doces lábios, beijo na boca febril.
Já não ando mais solitário e triste
Isolado e sem ter alguém comigo
A quero por todo instante que existe
Como quem cuida e fornece abrigo.
Que me trouxe nova esperança
Ignorando a lembrança da dor
Nele depositei minha confiança.
A fidelidade seja o bálsamo
Que alivie o pensar duvidoso
Encontrou-me o amor honroso
Mulher de fibra de cânhamo.
Ela tem cabelos negros e longos
Grossos, macios, e brilhantes
Olhos negros d'águas dos lagos
Cor morena, índia da tribo Xavantes.
Altura que o meu ombro alcança
Com um rosto delicado e pueril
Dentro do peito seu coração dança
Nos doces lábios, beijo na boca febril.
Já não ando mais solitário e triste
Isolado e sem ter alguém comigo
A quero por todo instante que existe
Como quem cuida e fornece abrigo.
694
SOLIDÃO
Eu estive sozinho, estive tanto tempo sem alguém, foi difícil mas me encorajei. Por tempo me acostumei com a ilusão de que às vezes um pouco de solidão não faz bem, acaba fazendo bem sim. Sem esperança futura de encontrar um novo amor, que fosse compatível, um pouco sozinho dia a dia me servia de apoio para varrer o vazio imenso que existia dentro de mim. Ficou um rastro longo de um caminho que por muitas vezes por mim foi trilhado. Andei nele de várias formas por muitos anos tentando acertar os passos. Foram muitas quedas, muitos erros e acertos também. Saudades do que era bom, reflexos do medo por causa de alguns comportamentos exagerados. Apartei-me, fiquei sozinho, amparado pela lei de Deus. Tive muitas culpas, mas sem duras intenções no coração. Acho que alcancei misericórdia, porque não justifico a mim mesmo. Antes aceitei ser culpado por tudo, condenando-me à pena de solidão, onde percebi e entendi que há laços que nunca deverão ser desfeitos, que há elos que nunca deverão ser quebrados, alianças que jamais poderão ser anuladas. Porque há um mistério por detrás da união entre o homem e a mulher, entre os filhos gerados dessa união quando legítimamente sadia. Quando tudo isso se rompe, causa um grande abalo no coração e na alma e por mais que encontremos algo novo que possa ser melhor, jamais conseguiremos fugir das consequências, muito menos esquecer ou apagar o que passou.
Erimar Santos.
Erimar Santos.
190
PRIMEIRO ENCONTRO
No primeiro encontro me deu
Um simbólico aperto de mão
Tão gélido o que me ofereceu
Que esfriou até o meu coração.
Fitei-a diretamente na face
Nos olhos uma viva energia
Que aqueceu sem disfarce
O meu peito com altiva alegria.
Pela maciez das palavras doces
Com as quais me prendia
Sem conjecturas precoces
Atentamente a ouvia.
Muito tempo passou comigo
Sentados nos confidenciando
Eu me imaginando a beijando
Mas contente com aquele castigo.
Na despedida repetida feita
Séria e com boa expressão
Estendeu-me a mão direita
Mais um aperto e nenhuma ação.
Um simbólico aperto de mão
Tão gélido o que me ofereceu
Que esfriou até o meu coração.
Fitei-a diretamente na face
Nos olhos uma viva energia
Que aqueceu sem disfarce
O meu peito com altiva alegria.
Pela maciez das palavras doces
Com as quais me prendia
Sem conjecturas precoces
Atentamente a ouvia.
Muito tempo passou comigo
Sentados nos confidenciando
Eu me imaginando a beijando
Mas contente com aquele castigo.
Na despedida repetida feita
Séria e com boa expressão
Estendeu-me a mão direita
Mais um aperto e nenhuma ação.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema