ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

703

ATÉ QUANDO

Até quando terei que esperar
O amor de mim se lembrar
Em meus braços tomar lugar
E em meu coração aterrissar.

Até quando terei que chorar
Pela falta das carícias da Camila
Se fazendo dificil de se amar
Ainda me ignora e me humilha.


Até quando ela vai se sobressair
Sem ouvir as minhas lamúrias
E de mim conseguir se eximir
Sem acreditar nas minhas penúrias.

Até quando! Me fará sofrer...
Maltratando o meu coração 
Sem se importar ou se condoer 
Com o meu estado de extrema paixão.


Ipatinga, 29/12/2018
Erimar santos.
708

O METAL SOA RETINENTE

O metal soa retinente e agudo
Um som que invade o universo
Que faz milagres no cego e mudo
E com seus olhos e boca faz verso.

São trombetas açacaladas de ouro
Tocadas por uma legião de anjos
Que anunciam um evento vindouro
Com os mais perfeitos arranjos.

As bocas cantam sons orquestrados
Pelas vozes de selvagens criaturas
Com ouvidos íntimos e apurados
O ex-cego e mudo faz acuradas leituras.

São notas de canções mais puras
Que tocam e fazem vibrar a alma
Com teus sentidos lê as estruturas
O ex-cego e mudo com toda calma.

Entende que cantam essas criaturas
Com suas vozes louvores nobres
Em seus instintos adoram as Escrituras
Diferentes de nós humanos pobres
De ânimos dobres com nossas loucuras.
267

SINTO FALTA DE UMA BELA

Quanta saudade sinto de uma bela
Estou sozinho e desconsolado
Dos beijos que ainda não provei dela
Se os tivesse estaria confortado.

À medida que me embriago de paixão
Sinto exaurir os meus pesares
A solidão é um estado que tem solução 
Quando se é achado junto aos mares.

Recobro os últimos instantes
Do semblante de quem me amou
Dos olhos vivos e interessantes
Que o destino de mim os levou.

Estou em paz na minha guerra
Por ser eu o meu próprio inimigo
Numa batalha que não se encerra
Como se eu corresse iminente perigo.

Sem um amparo, quanta saudade
Tanta falta de um amor sabido
Sem a sorte de alguém na realidade
Quanta tristeza eu tenho sofrido.
158

NESTA VIDA QUE SE LEVA

Nesta vida que se leva batalhando numa guerra
Pelo risco que se corre, ou se mata ou se morre.

Não se alarde, tenha coragem, não se acovarde
Ajuste as suas armas e se liberte desses carmas.

Não te distribuirão flores, o que te espera são dissabores
Esqueça os abraços, não confie, poderão ser laços.

Neste solo que se pisa, a sua causa se ajuíza
A justiça que te espera é alcançada em outra esfera.

Arriscando a sua alma, em sua mente esse trauma
Não a morte, somente a vida poderá te ser por sorte.

Se no tribunal do mal a condenação é infernal
O amor que te conduz é a sua pena no júri da luz.
237

BELEZA NÃO IMPORTA

Isabela era magrela, não tinha beleza,
Em seu coração só havia incerteza,
Mas Justino da realeza resolveu se casar.

Um alvoroço no reino, beleza sem pureza,
Pura malvadeza, não me assusta a magreza,
Isabela será a princesa a quem vou me entregar.

Um castelo aos olhos é bela edificação,
O engano entra-se por uma porta,
Isabela não tem graça, esta não importa.
Minha Senhora e meu Senhor deem-me a bênção.
667

SE ACEITAR ME NAMORAR

Se você aceitar me namorar, com todo prazer o meu melhor te darei.
Sou um homem de palavras e atitudes certas, não duvides, realizada te farei.

Me apresento com o coração de portas abertas, se aqueça deste frio.
Faça morada nele, ocupe o espaço que há tempos está vazio.

Dá-me da porção do teu desejo, um beijo mais que avassalador.
Te dou aconchego e em ti me apego com todas as forças do amor.
199

QUEBRANTADO

Oh eu choro! Um choro triste!
Vivo tal um perdido sem abrigo
Lamentos porque você desiste
Sinto a falta de estar contigo.

Vem consolar-me depressa
Antes que tudo se escureça
Antes que eu me emudeça
E tudo de bom se desvaneça.

Quero dizer já que te amo
Quero te abraçar bem forte
Dentro de mim é o que clamo
O amor é mais forte que a morte.

É um sentimento limpo e puro
É a certeza de amor surreal
Meus olhos brilham no escuro
O meu coração se sente leal.

Já a dor da solidão me devasta
A minha alma está desesperada
Por razões desta vida nefasta
Há muito tempo chora enlutada.

Será que tudo isto te toca?
Carolina sabatina minha fé
Ergue-me ao cume da roca
Porque estou caído em pé.

Purifica-me em holocausto
Cheiro suave te farei sentir
Fluirá deste espírito exausto
Toda a essência que irá subir.
235

FELICIDADE TEM SEU PREÇO

Muitos me veem tal triste
Mas a tristeza não existe
Isto é fábula que não consiste.

Em mim reina a alegria
Sorrisos sem vangloria
Gato escaldado n'agua fria.

Este estado é fantasia
Dou gargalhadas todo dia
Acuado o bicho mia.

Estou é fazendo progresso
Humor verdadeiro sucesso
Vejo inveja e retrocesso.

Nem por isso me entristeço
Felicidade é o que mereço
Não é de berço, tem seu preço.
243

A INVISÍVEL ME DEVORA

Se a que eu não vejo não me vê, a invisível não é você, se a que eu sinto não me toca, o teu cheiro não me provoca, não me alucina. A imagem que me ilumina é miragem, asiática flor, fluidez do fogo, olhares de felinos, tramas do jogo. Aquela que se despe e se reveste de sedução, na ponta da língua o sabor da arguição do corpo, juntando os lábios sorve o derramado gosto, impregnado na pele, rijos seios expostos. Se o que eu toco agora me dá lucidez, se o que eu não sinto suscita avidez, a fera que há em ti, o ópio da flor, o fogo do amor, e as fichas da aposta, além de tudo, o jogo que você gosta; me deixem extasiado, incendiado, perdido e roubado, porque aquela que eu não vejo, mas sinto e, não me toca, antes de ti já havia me devorado.

Ipatinga, 28/12/2018
Erimar Lopes.

3 095

SEM DESAFORO

Não me venha com desaforo,
O que tenho vale além do ouro,
Não me pague com mau agouro.

Nada pretendo nesta vida,
Se não for bem favorecida,
Não me empurre na descida.

Não pergunte o quanto custa,
Agilize, pegue logo e vá à luta,
Antes que outra entre em disputa.

Agradeça, não fique insatisfeita,
Se não é bom ano de colheita,
Nem sempre a planta é perfeita.

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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema