1971
Lista de Poemas
A NOITE
A noite potencializa as mazelas e ofusca os sentidos,
Ainda mais com o álcool dentro dos bêbedos organismos,
E as alucinantes ervas, balas, e doces sugeridos.
A noite silencia os alaridos que se tornam expandidos,
Porque o que se falam ao pé do ouvido, não são gritos,
São gemidos abafados que se ouvem escondidos.
A noite expõe a negrura, excita o medo e a cara limpa esconjura,
O corpo nu, a vadiagem se dissemina, e evidencia na esquina,
A queda do império de um guru que cria fielmente na magistratura.
A noite é morte obscura, dia sem luz, vida fora das estradas,
Visão penumbrada, atrapadas na calada, corre-corres nas escadas,
A noite será longa para o que carrega uma cruz ou tu que dormes,
Mas escuridão curta e sedenta para os vermes multiformes.
Ipatinga, 14/12/2018
Erimar Santos.![]()
Ainda mais com o álcool dentro dos bêbedos organismos,
E as alucinantes ervas, balas, e doces sugeridos.
A noite silencia os alaridos que se tornam expandidos,
Porque o que se falam ao pé do ouvido, não são gritos,
São gemidos abafados que se ouvem escondidos.
A noite expõe a negrura, excita o medo e a cara limpa esconjura,
O corpo nu, a vadiagem se dissemina, e evidencia na esquina,
A queda do império de um guru que cria fielmente na magistratura.
A noite é morte obscura, dia sem luz, vida fora das estradas,
Visão penumbrada, atrapadas na calada, corre-corres nas escadas,
A noite será longa para o que carrega uma cruz ou tu que dormes,
Mas escuridão curta e sedenta para os vermes multiformes.
Ipatinga, 14/12/2018
Erimar Santos.
3 468
ESFORÇA-TE
O vento leva-te a guerra e te traz a paz,
Vice-versa tanto faz, o importante é,
Seguir adiante e ir atrás do que te satisfaz,
Realizar os teus sonhos que busca por fé.
Querer ver qual é a tua capacidade,
De combater com toda a intensidade,
O que te prende em cadeias virtuais,
O que suga as tuas forças colossais.
Impedindo-te de alcançar as vitórias,
E romper as barreiras em glórias,
Que te darão o reconhecimento real
Do teu total e verdadeiro valor capital.
Vice-versa tanto faz, o importante é,
Seguir adiante e ir atrás do que te satisfaz,
Realizar os teus sonhos que busca por fé.
Querer ver qual é a tua capacidade,
De combater com toda a intensidade,
O que te prende em cadeias virtuais,
O que suga as tuas forças colossais.
Impedindo-te de alcançar as vitórias,
E romper as barreiras em glórias,
Que te darão o reconhecimento real
Do teu total e verdadeiro valor capital.
257
MÍSERA É POR TODOS OS MEIOS
Estar num estágio que nem os sábios e entendidos desta terra compreenderão, mas os simples e humildes enxergarão e louvarão.
Enxerga vermelho o sangue que é a vida, vermelho que também é sinal de alerta, vermelho que derrama a morte certa e indiscreta.
O que é a criatura? Quais são os seus anseios? O que a inquieta? Mísera é por todos os meios. Por que há atos que a sujam e outros que a tornam pura?
Ainda há dúvida? O Criador! O mundo volátil, as quedas na subida, a presa fácil, o abismo, o plano versátil, uma profunda descida.
A vida feito erva que seca desarraigada, o vermelho nas veias não significa nada, se o coração de cobiça está cheio, que para os olhos se alimentarem e as portas se fecharem, cegar o semelhante é o ilustre meio sem receio.
Enxerga vermelho o sangue que é a vida, vermelho que também é sinal de alerta, vermelho que derrama a morte certa e indiscreta.
O que é a criatura? Quais são os seus anseios? O que a inquieta? Mísera é por todos os meios. Por que há atos que a sujam e outros que a tornam pura?
Ainda há dúvida? O Criador! O mundo volátil, as quedas na subida, a presa fácil, o abismo, o plano versátil, uma profunda descida.
A vida feito erva que seca desarraigada, o vermelho nas veias não significa nada, se o coração de cobiça está cheio, que para os olhos se alimentarem e as portas se fecharem, cegar o semelhante é o ilustre meio sem receio.
238
OLHOS VERDES III
Olhos verdes, estrelas são grandezas de luz
Tu te transformaste na grandeza que me conduz
No calor do desejo ao fogo que me seduz
Tu és a energia que me movimenta e me induz.
Eu que sonho ser sabido por teus olhos
Ser lembradiço em teus pensamentos
Por mais que eu insista ouvirá os meus arrulhos?
Mas olhos verdes, existirão alguns momentos?
Olhos verdes da cor do excelso mar
Se atentares para mim um dia desses
Inclinarei aos teus pés para te honrar
Creia-me um príncipe de benesses.
Tu olhos verdes lagos, candura minha
Eu queria tanto amar-te com ternura
Acolher-te em meu peito, próspera vinha
Embriagar-te de amor, sabor de uva pura.
Tu te transformaste na grandeza que me conduz
No calor do desejo ao fogo que me seduz
Tu és a energia que me movimenta e me induz.
Eu que sonho ser sabido por teus olhos
Ser lembradiço em teus pensamentos
Por mais que eu insista ouvirá os meus arrulhos?
Mas olhos verdes, existirão alguns momentos?
Olhos verdes da cor do excelso mar
Se atentares para mim um dia desses
Inclinarei aos teus pés para te honrar
Creia-me um príncipe de benesses.
Tu olhos verdes lagos, candura minha
Eu queria tanto amar-te com ternura
Acolher-te em meu peito, próspera vinha
Embriagar-te de amor, sabor de uva pura.
288
SEI QUE AMAR É O FOGO
Meu amor eu sei que amar é o fogo
Que alastra e queima em nós adentro
Que revira os sentidos e faz a cinza
Que depois é tirada e lançada ao vento.
Meu amor, o amor nos mata e nos dá a vida
Enche-nos de chagas, mas cura-nos a ferida
Já nos matou várias vezes, somos vida
Mata-nos de novo, e vivifica-nos querida.
Morremos de morte de amor por amarmos
Vivemos vida abundante ao sonharmos
Pela ferida sarada ao nos entrelaçarmos
Quando se escolheu viver para lutarmos.
Que alastra e queima em nós adentro
Que revira os sentidos e faz a cinza
Que depois é tirada e lançada ao vento.
Meu amor, o amor nos mata e nos dá a vida
Enche-nos de chagas, mas cura-nos a ferida
Já nos matou várias vezes, somos vida
Mata-nos de novo, e vivifica-nos querida.
Morremos de morte de amor por amarmos
Vivemos vida abundante ao sonharmos
Pela ferida sarada ao nos entrelaçarmos
Quando se escolheu viver para lutarmos.
240
HAVERÁ QUEM SOCORRAS TU
As intrépidas marcas do tempo que impulsionam um corpo a um intento, que aceleram a dor no tormento no lanho de uma árvore ao relento. A viagem em um pensamento, que a visão o suga e o deglute, e excrementa a tristeza da mente, e abate a alma exaustada, que na luta a vitória é nada, e como prêmio se leva a insana vazia corôa da gana. Sem saber que a riqueza está na humildade e num simples portar, num olhar sem ambição e cobiça a alegria permeia em delícia, o espírito se fortalece e a soberba dos olhos fenece. Corras, lutes, batalhes em todos os sentidos, deixes os teus gemidos chegarem aos ouvidos da compaixão e da misericórdia, fujas da discórdia e lances o fundamento da base do amor, haverá quem socorras tu bem antes que tu morras, apagarás o teu passado, e o teu futuro nascerá e tu desabrocharás como uma imortalizada flor.
211
AMANDA
Oh Divina gratidão por encher este coração de puro amor por ti!
Oh ingrata divisão que arrancou e que levou a minha AMANDA para si!
Oh devota vocação para amar em solidão e buscar a solução para trazê-la de volta!
Oh perfeita sensação que traz a emoção de alcançar a razão para deixá-la solta!
Oh vida em aflição que alimenta essa relação de atitudes complexas!
Oh desejo e confusão que aumenta a pressão em nossas mentes perplexas!
Oh verdade que me abranda e a virtude que demanda, que a guarde aonde anda!
Oh caminhos que a levaram, que sinais deixaram para encontrá-la AMANDA!
Ipatinga, 03/12/2018
Erimar Lopes.
Oh ingrata divisão que arrancou e que levou a minha AMANDA para si!
Oh devota vocação para amar em solidão e buscar a solução para trazê-la de volta!
Oh perfeita sensação que traz a emoção de alcançar a razão para deixá-la solta!
Oh vida em aflição que alimenta essa relação de atitudes complexas!
Oh desejo e confusão que aumenta a pressão em nossas mentes perplexas!
Oh verdade que me abranda e a virtude que demanda, que a guarde aonde anda!
Oh caminhos que a levaram, que sinais deixaram para encontrá-la AMANDA!
Ipatinga, 03/12/2018
Erimar Lopes.
3 005
O QUE HÁ CONOSCO
O que há conosco que nos leva a pensar
Naquilo que se segue num breve olhar
Na calada da sombra, num breve sussurrar
No exílio da alma, num instante vulgar.
Que se esconde no corpo e não pode mostrar
Que na vida barganha e não se pode doar
Que o preço é tão alto e não se pode pagar
Sem ter sangue nas veias para se derramar.
Que o ódio é o pódio almejado a alcançar
Que na luta se frustra quando se ouve falar
Que na ira se acalma num breve cantar
Pois o sol já se pôs no horizonte fulgurar.
Nas águas do mundo para se afogar
Buscando o fôlego das criaturas do mar
Sem se sobressair e sem saber nadar
Fugindo da besta que te quer devorar.
Naquilo que se segue num breve olhar
Na calada da sombra, num breve sussurrar
No exílio da alma, num instante vulgar.
Que se esconde no corpo e não pode mostrar
Que na vida barganha e não se pode doar
Que o preço é tão alto e não se pode pagar
Sem ter sangue nas veias para se derramar.
Que o ódio é o pódio almejado a alcançar
Que na luta se frustra quando se ouve falar
Que na ira se acalma num breve cantar
Pois o sol já se pôs no horizonte fulgurar.
Nas águas do mundo para se afogar
Buscando o fôlego das criaturas do mar
Sem se sobressair e sem saber nadar
Fugindo da besta que te quer devorar.
274
OLHOS VERDES IV
Olhos verdes, imaginariamente a amo
O meu coração é um imenso mar
Triste entender tu não ouvires quando a chamo
Todavia é gostoso te ver e poder sonhar.
Passas por mim, sempre a contemplo
Alimentas-me a ilusão das paixões vendadas
Quanta esperança em te habitar em meu templo
Benditos olhos verdes folhas sagradas.
Ó moça tão abrilhantada! Sol da manhã, bela canção
Tu por mim és aclamada beleza natural
Uma obra perfeita que no meu ser causa emoção
Olhos verdes não me sabes, és a cura do meu mal.
Quem sabe tu te despertes e o impossível aconteça
E descubra este pobre e amável sonhador
Que tropeces em mim mesmo que eu não te mereça
Mas dedico-te em a amar-te e a matar-te de amor.
O meu coração é um imenso mar
Triste entender tu não ouvires quando a chamo
Todavia é gostoso te ver e poder sonhar.
Passas por mim, sempre a contemplo
Alimentas-me a ilusão das paixões vendadas
Quanta esperança em te habitar em meu templo
Benditos olhos verdes folhas sagradas.
Ó moça tão abrilhantada! Sol da manhã, bela canção
Tu por mim és aclamada beleza natural
Uma obra perfeita que no meu ser causa emoção
Olhos verdes não me sabes, és a cura do meu mal.
Quem sabe tu te despertes e o impossível aconteça
E descubra este pobre e amável sonhador
Que tropeces em mim mesmo que eu não te mereça
Mas dedico-te em a amar-te e a matar-te de amor.
275
AVISEM OS DISTRAÍDOS
Avisem os distraídos que eu voltei.
Aos que se encontravam confortáveis,
Não se assustem porque exalo a paz.
Aos que se diziam fiéis e notáveis,
Não se desesperem, não sou a lei.
Não os sinto mais importantes de antes,
Perderam o encanto do medo loquaz.
Já não fazem mais barulhos gigantes.
Andam encurvados, dobraram a cerviz,
Hipócritas coragens, irrelevantes ardis.
Perderam a luz por insignificância,
Não veem mais à distância de um dedo.
O pulsante amolece e volta à infância,
Se o corte é reto sem nenhum segredo.
Para que demonstrar tanta jactância?
Aos que se encontravam confortáveis,
Não se assustem porque exalo a paz.
Aos que se diziam fiéis e notáveis,
Não se desesperem, não sou a lei.
Não os sinto mais importantes de antes,
Perderam o encanto do medo loquaz.
Já não fazem mais barulhos gigantes.
Andam encurvados, dobraram a cerviz,
Hipócritas coragens, irrelevantes ardis.
Perderam a luz por insignificância,
Não veem mais à distância de um dedo.
O pulsante amolece e volta à infância,
Se o corte é reto sem nenhum segredo.
Para que demonstrar tanta jactância?
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema