1971
Lista de Poemas
DESESPERANÇOSO E AFLITO
Aborrecido me inclinei
Aos pés do Rei da vida
Com sinceridade me humilhei
Suplicando-lhe guarida.
Pois tão perdido eu andei
Sem amor neste mundo
Noutros cantos não encontrei
Quem me desse valor profundo.
Eu amei de forma errada
Acreditando nas aparências
Foi tudo uma enxurrada
De ilusões e más influências.
Me diziam há paz, há paz!
Contudo não a encontrava
Só um vazio que não se satisfaz
E recorrente a ele eu voltava.
Estive no fundo do poço
Onde forças não haviam
E em um último esforço
Os meus olhos a luz viram.
E diante Dela confessei
Entregando o meu coração
E a minha alma derramei
Na esperança do perdão.
Aos pés do Rei da vida
Com sinceridade me humilhei
Suplicando-lhe guarida.
Pois tão perdido eu andei
Sem amor neste mundo
Noutros cantos não encontrei
Quem me desse valor profundo.
Eu amei de forma errada
Acreditando nas aparências
Foi tudo uma enxurrada
De ilusões e más influências.
Me diziam há paz, há paz!
Contudo não a encontrava
Só um vazio que não se satisfaz
E recorrente a ele eu voltava.
Estive no fundo do poço
Onde forças não haviam
E em um último esforço
Os meus olhos a luz viram.
E diante Dela confessei
Entregando o meu coração
E a minha alma derramei
Na esperança do perdão.
238
TE AMAR POR TODA A MINHA VIDA
Eu propus te amar por toda a minha vida, de uma maneira inusitada Deus entrelaçou-nos, unindo-nos tão maravilhosamente na comunhão. Procurei e encontrei em ti a razão de viver. Você preencheu o vazio que havia em mim, me devolvendo o desejo de amar de novo. Me fez recuperar a autoestima, sorrir com frequência. Devolveu o brilho aos meus olhos, de maneira que eles se alegram constantemente. Me sinto em paz contigo, me abrigou em teu coração. Me colocou sob os teus cuidados, e as tuas mãos estão sobre mim diligentemente. A forma como me acolhe, traz inveja à galinha e seus pintinhos, como me protege, se assimila à leoa para com os seus filhotes. O teu amor é a fonte que me alimenta a alma, os teus favores me dão a confiança e a sustentação de uma coluna forte e inabalável. E eu confesso a minha gratidão, e alargo o meu coração para que entres e, a minha vida te sustente e te conforte e a ti seja dado pleno reconhecimento que você é muito mais além que a mulher, a qual deveras eu busquei detalhadamente em meus pensamentos.
157
DA ÁGUA E DO ESPÍRITO
Às vezes fico a meditar
Nas dificuldades desta vida
Os males que enfrentamos
As barreiras que encontramos
Os obstáculos que vencemos.
O pão que sacia a nossa fome
Os bens que adquirimos
As viagens que realizamos
Mas nem sempre
Nem sempre nos alegramos.
Porque as vaidades que somos
Quão complexos nos tornamos
Como a um e outro vemos
Se a felicidade não sentimos
Se riqueza ou pobreza temos.
Pois a riqueza tem overdose
Os necessitados também têm
O suicídio acomete o pobre
À riqueza acomete também
Os abastados ficam depressivos
Os pobres também têm depressão.
De que valemos?
Onde a felicidade encontramos?
No emocional que controlamos
No equilíbrio que criamos
Na simplicidade quando sorrimos.
Quando a nós mesmos
Não exaltamos, nem nos elevamos
Quando em tudo graças damos
E de ser humanos não deixamos
Então de dentro de nós nos transformamos
E humildemente nós crescemos.
Nas dificuldades desta vida
Os males que enfrentamos
As barreiras que encontramos
Os obstáculos que vencemos.
O pão que sacia a nossa fome
Os bens que adquirimos
As viagens que realizamos
Mas nem sempre
Nem sempre nos alegramos.
Porque as vaidades que somos
Quão complexos nos tornamos
Como a um e outro vemos
Se a felicidade não sentimos
Se riqueza ou pobreza temos.
Pois a riqueza tem overdose
Os necessitados também têm
O suicídio acomete o pobre
À riqueza acomete também
Os abastados ficam depressivos
Os pobres também têm depressão.
De que valemos?
Onde a felicidade encontramos?
No emocional que controlamos
No equilíbrio que criamos
Na simplicidade quando sorrimos.
Quando a nós mesmos
Não exaltamos, nem nos elevamos
Quando em tudo graças damos
E de ser humanos não deixamos
Então de dentro de nós nos transformamos
E humildemente nós crescemos.
241
NADA É VAZIO
Me sinto tão cercado, vejo-me tão apertado, comprimido pelos meus atos, mas aliviado pelas minhas escolhas. Iluminado em meus caminhos, confiante no que almejo e espero alcançar. Sei que riquezas desta vida, deste mundo material não quero, a não ser as celestiais, os dons aprazíveis do Espírito Santo, o que vem do céu, do Trono da glória de Deus. Quero a verdadeira caridade, o verdadeiro dom inefável, inigualável, o amor sem barreiras, com sinceridade, a dádiva da vida. Quero entender a essência disto, quero sentir e exprimir, quero morrer em mim e viver Nele, quero amá-Lo até o fim. Quero ser levado a uma experiência além da que os meus olhos possam ver, além da que os meus sentidos perscrutem, busco a imensidão da luz, um encontro fiel com o Senhor Jesus. Olho para o firmamento, não vejo nada além de nuvens feito uma camada de gases tão longe no horizonte, ou que aos olhos parece tão perto sobre os montes. Mas sei que nada é vazio, sei que há vidas no invisível, sei que o que imaginamos abstrato tem formas. E um dia se manifestará concreto a todos os olhos dos viventes.
198
JESUS A FONTE DE VIDA ETERNA
Olho para o horizonte, vejo as maravilhas de Deus, sinto em meu coração a grandeza da criação Divina. O Senhor Jesus Cristo é tudo em nós, nos alegra e nos consola. Sentimo-nos esperançosos em vê-Lo um dia na glória de Deus. A Ponte que liga ao céu, a verdadeira justiça é o Senhor, quando buscamos com sinceridade nós nos encontramos com Ele. Nunca nos deixará sós, estará sempre ao nosso lado, nos guiando rumo à salvação eterna. Ele nos fortalece, colhe as nossas lágrimas quando choramos, quando estamos angustiados e desconsolados, encontramos refúgio Nele. A paz que nos abranda o coração, a confiança e a calma, o puro amor que nos enche a alma de vida. Sem Ele não podemos nada, somos ovelhas desgarradas sem um pastor. A vida está Nele, a fonte de água viva que jorra pela eternidade, a luz que nos ilumina todos os caminhos, o alimento sólido para a saúde de todo o espírito e alma, a cura para todos os males da humanidade, o Senhor e verdadeiro pastor que deu a vida pelas ovelhas, que se sacrificou por amor a nós para que Nele encontremos a libertação do mundo e alcancemos a abundante vida que Nele há. A vida eterna. Amém!
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249
CAMINHO NO HORIZONTE
No infinito está a luz que você procura
Não basta gritar, correr, bater, chorar
Para brilhar em você essa luz mais pura
Tem que ter paciência e se humilhar.
Vê com teus olhos o que te entristece
A fraqueza do corpo que te fortalece
A pobreza de espírito que te enriquece
A frieza vivida que a tua alma aquece.
Sem essa luz tua esperança perece
Mas por ela acontecem os teus sonhos
Receberá muito além do que merece
E se livrará dos sentimentos medonhos.
Pois a luz é o caminho no horizonte
Quando reina na alma e no coração
Ilumina o homem e o guia à fonte
Da sabedoria que o leva ao perdão.
Não basta gritar, correr, bater, chorar
Para brilhar em você essa luz mais pura
Tem que ter paciência e se humilhar.
Vê com teus olhos o que te entristece
A fraqueza do corpo que te fortalece
A pobreza de espírito que te enriquece
A frieza vivida que a tua alma aquece.
Sem essa luz tua esperança perece
Mas por ela acontecem os teus sonhos
Receberá muito além do que merece
E se livrará dos sentimentos medonhos.
Pois a luz é o caminho no horizonte
Quando reina na alma e no coração
Ilumina o homem e o guia à fonte
Da sabedoria que o leva ao perdão.
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PRECONCEITO E ÓDIO
A alma geme, treme o corpo, a dor
Os olhos choram lágrimas quentes
Numa sociedade onde o crime é a cor
Escorrem pela face, banham o peito
Soluços de agonia, gritos estridentes
Amarguras pelo sofrer sem ser aceito.
A vida é vermelho-carmesim nas veias
Em todos os homens não há distinção
Deixe o ódio e o preconceito em cadeias
Ninguém é melhor ou pior sem o sangue
A cor da pele não pode distinguir a razão
Somos socializados e irmãos, não gangue.
Negros, brancos, amarelos, e índios
A história nos conta grandes massacres
As cores e etnias escravas de latifúndios
Todas tiveram e sofreram seus acres.
Mas vermelho é o sangue nos vasos
Uma cor somente, que move as cores
Preconceito e ódio, milênios de atrasos
É a vida do espírito em todas as carnes.
Os olhos choram lágrimas quentes
Numa sociedade onde o crime é a cor
Escorrem pela face, banham o peito
Soluços de agonia, gritos estridentes
Amarguras pelo sofrer sem ser aceito.
A vida é vermelho-carmesim nas veias
Em todos os homens não há distinção
Deixe o ódio e o preconceito em cadeias
Ninguém é melhor ou pior sem o sangue
A cor da pele não pode distinguir a razão
Somos socializados e irmãos, não gangue.
Negros, brancos, amarelos, e índios
A história nos conta grandes massacres
As cores e etnias escravas de latifúndios
Todas tiveram e sofreram seus acres.
Mas vermelho é o sangue nos vasos
Uma cor somente, que move as cores
Preconceito e ódio, milênios de atrasos
É a vida do espírito em todas as carnes.
185
APENADO FUI AO ENCONTRAR-TE
O que fazes sem mim
Que te sentes tão fria?
Por que me congelas assim
Petrificando o meu coração?
Enclausura-me na solidão do calabouço
Aplicando-me uma pena rigorosa
Matando-me a cada dia, vivo na abstinência
Por que castiga-me?
O que te fiz eu?
És porventura juíza de mim
Sentenciando-me à morte lenta?
Apenado fui ao encontrar-te.
Pois pôs-me mordaças e vendas
Cegou-me e emudeceu-me
Não mais falo a não ser comigo
Nem vejo outra, senão a tua imagem.
Tu tinhas a constância de envolver-me
Quando buscava-me incessantemente
Mas após conquistar-me mostrou-se
De um modo assaz indiferente.
Dalém das dores que sinto
Está a paixão cega e inconveniente
Que me assalta largo e amargamente
Transtornando os meus sentidos.
Ipatinga, 10/02/2019
Erimar Santos.
Que te sentes tão fria?
Por que me congelas assim
Petrificando o meu coração?
Enclausura-me na solidão do calabouço
Aplicando-me uma pena rigorosa
Matando-me a cada dia, vivo na abstinência
Por que castiga-me?
O que te fiz eu?
És porventura juíza de mim
Sentenciando-me à morte lenta?
Apenado fui ao encontrar-te.
Pois pôs-me mordaças e vendas
Cegou-me e emudeceu-me
Não mais falo a não ser comigo
Nem vejo outra, senão a tua imagem.
Tu tinhas a constância de envolver-me
Quando buscava-me incessantemente
Mas após conquistar-me mostrou-se
De um modo assaz indiferente.
Dalém das dores que sinto
Está a paixão cega e inconveniente
Que me assalta largo e amargamente
Transtornando os meus sentidos.
Ipatinga, 10/02/2019
Erimar Santos.
588
ONDE ALMA SOU
O que hei de te dar eu nestes dias de solidão em que nada tenho recebido, em que tem sido privado de mim carinhos, tua presença física, afeto, tuas juras, e o amor que me prometeu? O que hei de esperar eu, quando olho o vazio do espaço e vejo como se fosse dentro de mim. Vazio, úmido, frio e silencioso. Quero rasgar as minhas vestes e prantear um choro que estremeça a minha alma. Varrer para fora todos os sentimentos que me ferem. O que te darei eu? A carência tua que me invade, que me faz cidade inabitada. Um homem sem esperanças é uma locomotiva descarrilhando, quem a colocará de volta aos trilhos? Quero te dar tudo que tenho, muito além das minhas forças, estas que levaste quando foste de mim. O amor, o teu amor era o alimento que me saciava a alma, a tua presença era o calor que me aquecia o peito. Ainda lembro daqueles dias em que eu era vida, ser que andava relutante, mas memórias são esquecidas, e onde alma sou, há apenas recordações.
233
MAL DE DALILA
Era no mar, dia de sol, uma alegria no sorriso, era belo como estar no paraíso.
Era cor vermelha, genuína flor, amor que rondou e circundou e deixou centelha.
Era o fogo, picada de abelha, foi carne na grelha, mordiscada e provada num jogo.
Era a fêmea, loba no cio, causando arrepio, num intenso calor, calafrio.
Foi paixão de dilacerar o coração, força de Sansão, por Dalila a enganação.
Era o medo, o segredo, tarde ou cedo, a verdade causa a morte em seu enredo.
Era cor vermelha, genuína flor, amor que rondou e circundou e deixou centelha.
Era o fogo, picada de abelha, foi carne na grelha, mordiscada e provada num jogo.
Era a fêmea, loba no cio, causando arrepio, num intenso calor, calafrio.
Foi paixão de dilacerar o coração, força de Sansão, por Dalila a enganação.
Era o medo, o segredo, tarde ou cedo, a verdade causa a morte em seu enredo.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema