Vizinho ilustre
Nova Era é tão perto,
tão perto de Itabira,
que quase vejo Drummond
na Sêrro Verde
na Sêrro Azul.
Mas como vê-lo
onde ele nunca foi?
Hoje ele quer morrer,
só hoje, amanhã não:
amanhã ele quer viver intensamente.
Amanhã ele quererá morrer,
só amanhã, depois não:
depois de amanhã ele supõe
viver intensamente.
E assim ele há de ser eternamente:
morrendo hoje, amanhã não,
querendo sempre o inusitado,
o diferente...
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