In neutral what was accelerated, but symphysis I don't know what it is, we only know now from cracks, cracks and stains on the walls and the foundations, everything seemed on the rails, pretending to be happy everyone, but in neutral everything is, the house it's just cockroach bark and amputated ants under the yoke of tiny being, dread in the shop windows in the old night of artificial lights, yes, in reverse the old structure of grinding meat and minds - opera of the dead* crowning the days of the living, all reacting as a zero behind the mask.*
*: Opera of the Dead is an allusion to Autran Dourado's book (1926-2012, MG, BRAZIL) Translated with www.DeepL.com/Translator (free version)
Darlan M Cunha publicou os livros Umma (romance, Editora Virtual Books - Pará de Minas, MG), Esboços e Reveses: o silêncio (poesia, Editora CBJE - RJ), O ar em seu estado natural - Textos sobre letras do Clube da Esquina (Editora CBJE - RJ). Entende-se com um instrumento musical, tenta aprender entradas e bandeiras, preparando-se para encontros e despedidas, apreende algo mais da sociologia e da psicologia dos fatos cotidianos.
Um animal detrás de uma teia de metal olha o mundo com a apatia dos zumbis, que é muito transtorno para um bicho estar impedido de tudo, então, chorar é o melhor tédio, e o animal se amua e recua, avança a pata que alcança o nariz e se coça diante da moça - mossas ambos as têm - que é assim a vida de bichos na esquina na praça no mall no adro no circo no qual nos damos na linha de frente, ouvindo com nitidez o riso solerte da sombra, os braços do amor caindo do trapézio. Aonde quer que se vá, um animal nos mede.
377
Mental
A moça está sem pressa alheia a um horizonte avesso aos distúrbios em seu interior parece que para ela o futuro ficou no líquido amniótico, o tempo não é híbrido, e a mesa insossa, quase tormento, mas jogar a toalha parece algo distante à desconhecida mente da moça sentada num lugar comum pensando não pensando.
- por Darlan M Cunha [poema modificado no dia 22/06/2024 // poem modified on June 22, 2024] https://www.poemhunter.com/poem/mental-9/
*****
She is unhurried others inside out horizon to disturbances inside maybe for her future summarize in amniotic fluid time is hybrid and the table bland, almost punishment, but throw in the towel seems distant the unknown girl's mind an ordinary chair thinking about not thinking.
- Translated by James MCLAIN https://w0.poemhunter.com/members/club/profile.asp?member=5227566&show=forum&list=poem&page=1
331
Homo erectus pekinensis
Meng Jiangnu, cujo marido morreu na muralha do Império do Meio, tirou do seio a dor feita de conhecidos tijolos, porque intuía o que se fizera da abundante argamassa: ossos dos milhares que lá estiveram, ossos triturados à moda da Casa, misturados à receita para colagem, sim, todo muro exige que se lhe faça jus aos intentos e Meng Jiangnu cantou sua dor, segundo a lenda, não sabia das asperezas da arquitetura de defesa, menos ainda de vontades internas bem arquitetadas. A canção de Meng cobre toda a China e nenhum bambu a desconhece mas nenhum rastilho de pólvora leva o nome dela.
322
Abintestado
Alguém abala o aqueduto anônimo ator ou atriz que já não propõe nada a um cotidiano só luto. A aldeia é afã, quer ver a criatura anular empecilhos e finalizar-se em silêncio, sofrendo por adeus as circunstâncias de cada um virando as costas, ou não, a quem as costas ao mundo virou.
327
Mar esteve aqui
O mar esteve onde estamos até se fartar (essas marcas dizem de sua estadia) e se mais pouso aqui não fez se após milênios se afastou premido pela angústia por mudança de relevo, algo assim quase como mudança de sexo, talvez, o mar não teve saída mas continua no de sempre levar amores e desamores, molhando e acendendo pavios do sim e do não nos hábitos de distantes aldeias no tempo de seca e no de cheias que o que mais nos move é o que ainda é só imaginação.
306
Madrugada
Se houver um grito a mais na madrugada seguinte, não será meu, porque estarei fora de questão, morta
de medo, morta de tudo na madrugada que se aproxima com o nome do amanhã e sobrenome de órfã. Assim será, mesmo
se não te parecer viável tal assertiva desta nativa. Repito que se houver outro grito na próxima noite
não serei eu, de cima de uma ponte, à maneira do norueguês, a soltá-la fazendo círculos rumo ao improvável, ao imponderável
ou apenas ao desejável de cada um.
345
Hammurabi
No tempo dele, falsear grãos ungia com punição exemplar os faltosos, que a terra, sob código severo, acre como lâmina em riste, sempre exigiu cuidados e enviou recados sendo pouco todo esmero no lanço de grãos sobre valas; e se eu paro e tu te calas diante do clima imprevisto e do que podem os homens em sua pressa por caules e brotos ainda que às avessas da lei (sem raiz parece a gênese de certos homens, mas quem falseia perde nome), mais afiada se torna a lâmina na feira de rua, em silêncio, quase nua.
372
As mãos em uso
Nos rumos do dia, crispadas, as mãos parecem rede de pesca, uma peça de roupa mal cerzida, puxada por pinças elétricas com o mundo agarrando-se a elas desconhecidos pedindo notas em sol ou em ré menor, pois todos nós nos atrasamos de nós mesmos, perdemos de vista o Outro, até que a carência entra de vez no palco, e as mãos enfim se armam em torno da madeira logo transformada em barco - porque música é onda.
280
Da família das alusões
"Se um boi, indo pela estrada, investe contra alguém e o mata, não há motivo para indenização."*
Se um homem, indo em meio a uma plantação que não é sua, come da mesma, e se farta de sono e de libidinagem solitária, este homem será elevado à nona potência das cobranças: Como se fosse uma boa constrictor quebrando os ossos e a respiração de um novilho, fazer-lhe o mesmo.
Se um nome sem guarida, sem família e sem outro rastro da condição humana, animal, estende a mão a inquilinos do prazer, o que fazer?
"Decerto, não ouvirás mais..."*
310
Código de conduta
Venal que és, não vacilas em ser uma sexta santa ou black sabbath, um passo entre celeste e infernal; mas dívidas põem ovos pelo que a mão ossuda virá a cavalo, melhor, sutil feito aranha, um peixe uma biba, pitadas de veneno, porque outros também podem se fazer de bíblia do diabo.
Claro que sim, prezado: ambos sabemos que todos podem e devem escrever. Mas até que quase todos entre todos evoluíssem da mera curiosidade de criança que aprendeu a andar, boa parte poderia e deveria escrever para si. Alguns anos de fermentação, portanto. A superpopulação de agulhas diletantes em meio ao palheiro, torna difícil, doloroso e até sangrento procurar por uma palha, que seja. Tendo a crer que o mecanismo de seleção natural é manco: a tendência inegável é que o capim sufoque e mate o trigo e que o abraço fatal dos cipós nas árvores transforme toda a floresta em um deserto verde. Em outras palavras, o bom não é coisa que sobressaia. Morrem, a rigor, todos no mesmo emaranhado de tertúlias das quais todos se afastam, desanimados e incrédulos, ao final das contas.
Reportar erro ou incorreção
Obrigado! O seu reporte foi enviado e será analisado.