1971
Lista de Poemas
LÍNGUA VENENOSA
O raio da roda gira sem raios
A carapuça embuça a cabeça culpada
O cubo num tubo de ensaios
Quando o discurso não sabe de nada.
A língua intrépido chicote mortal
Açoita a alma quando a fala é do mal
O corte é profundo, a cicatriz anormal
E o que se dissemina pode ser fatal.
Preso ao corpo esse membro pequeno
Logo liberta palavras tênues adagas
Que penetram no coração com veneno
Causando terríveis e profundas chagas.
Não tem freio nem pode ser controlada
O mal pensamento não será descoberto
Somente não tropeça a boca fechada
Mas se escrito ou falado o dano é certo.
A carapuça embuça a cabeça culpada
O cubo num tubo de ensaios
Quando o discurso não sabe de nada.
A língua intrépido chicote mortal
Açoita a alma quando a fala é do mal
O corte é profundo, a cicatriz anormal
E o que se dissemina pode ser fatal.
Preso ao corpo esse membro pequeno
Logo liberta palavras tênues adagas
Que penetram no coração com veneno
Causando terríveis e profundas chagas.
Não tem freio nem pode ser controlada
O mal pensamento não será descoberto
Somente não tropeça a boca fechada
Mas se escrito ou falado o dano é certo.
185
CASO PERDIDO
Vede quanta falta me faz desde o dia em que partiu sem me avisar para aonde iria, quanto tempo já faz que você não liga mais, parece que tudo tanto faz.
Já fui o seu tesouro escondido, sua joia mais que preciosa, hoje perdi o valor, por você fui abandonado, já não me quer mais, de graça fui vendido.
Não fui o culpado por ter te perdido, mas por ter te amado além sem ser correspondido e de mim esquecido, por isso não me deste valor e trocaste o meu amor por um caso perdido.
Já fui o seu tesouro escondido, sua joia mais que preciosa, hoje perdi o valor, por você fui abandonado, já não me quer mais, de graça fui vendido.
Não fui o culpado por ter te perdido, mas por ter te amado além sem ser correspondido e de mim esquecido, por isso não me deste valor e trocaste o meu amor por um caso perdido.
286
FAVELA
Na face do fácil há laço e ardil, na classe de baixo misérias a mil, no rosto de mosto desgosto se viu, na alma com trauma que embriagada caiu. Na floresta que resta tem festa bancada, há pobres que bebem e dormem em calçada. O luxo do lixo é lixa engrossada, o limo que lima a classe de classe folgada. No limbo o cachimbo prima a boca, a fome que consome e ela está sempre oca, que na labuta conduta do pobre se cobre, da miséria tão séria e louca. Um menino felino sem leite, mofino triste resiste ao destino, na crença desavença que vença o impostor, por comida, pela vida, pela droga do remédio, por algum valor, e não cresça no tédio vendo do alto os prédios, e o mundo não seja uma bandeja que sempre veja na televisão, onde o lixo é luxo e os sentidos alimentam o fluxo da imaginação.
Ipatinga, 04/05/2019
Erimar Santos
Ipatinga, 04/05/2019
Erimar Santos
193
AMOR VERDADEIRO
Há uma luz, e essa luz é branca, há uma cruz, e essa cruz é pesada, há um caminho, e esse caminho é reto, há uma porta, e essa porta é estreita, há um coração, e esse coração clama, há um lugar, e esse lugar está preparado. Há um plano, e esse plano é perfeito. Há uma alma, e essa alma chora, há uma vida, e essa vida implora. Há uma dor, e essa dor não cessa. Há um Amor, e esse Amor é eterno. Há uma busca, e essa busca é constante, e incessante por esse Amor que nos é o bastante.
Ipatinga, 06/05/2019
Erimar Santos.
Ipatinga, 06/05/2019
Erimar Santos.
721
BARCO DOS SONHOS
O barco dos sonhos vem navegando em águas mansas, serenas e tranquilas, cheio de esperanças, eu o espero ansioso no porto poder ancorá-lo em mim. Quem o guia o faz com ciência e muita habilidade. Ele traz os meus sonhos de verdade àquela que vigia e guia os meus passos. Vem de longe, demorado, espero pacientemente e angustiado o realizar de uma intrigante coisa: o sofrer por amor.
372
VELHA ESTAÇÃO DA LOUCURA
Eu anunciei de dia enquanto havia luz, que o velho trem de passageiros em cruz, que passaria naquela velha estação, chegaria à noite e não esperaria não, pois estava cansado de cruzar lado a lado nos trilhos o meu árido sertão.
Anunciei e esperei com muita atenção, o meu velho trem, naquela velha estação, fiquei sozinho, ninguém viajaria nem de noite ou de dia, nem jamais entraria naquela velha locomotiva, que levaria a deriva o meu inconstante coração.
Era o trem da ilusão, na velha estação da loucura, era somente eu numa viagem insegura, de vagão em vagão, ninguém que segurasse a minha mão, e o velho trem me levava, não haviam paradas, era longa a viagem, dias e noites de jornadas.
Oh maquinista! Pare essa máquina, a loucura me mata, a ilusão é nefasta, arranque os trilhos, descarrilhe os vagões, me leve de volta ao meu árido sertão, lá estava calmo, era muita sede e eu vi a miragem e me embarquei nessa viagem de alucinação.
Anunciei e esperei com muita atenção, o meu velho trem, naquela velha estação, fiquei sozinho, ninguém viajaria nem de noite ou de dia, nem jamais entraria naquela velha locomotiva, que levaria a deriva o meu inconstante coração.
Era o trem da ilusão, na velha estação da loucura, era somente eu numa viagem insegura, de vagão em vagão, ninguém que segurasse a minha mão, e o velho trem me levava, não haviam paradas, era longa a viagem, dias e noites de jornadas.
Oh maquinista! Pare essa máquina, a loucura me mata, a ilusão é nefasta, arranque os trilhos, descarrilhe os vagões, me leve de volta ao meu árido sertão, lá estava calmo, era muita sede e eu vi a miragem e me embarquei nessa viagem de alucinação.
227
TUDO PASSARÁ
Mais na vida tudo passa, tudo passará, enquanto o Senhor não vem, temos que lutar. Combater o bom combate, apartando-nos do mal, consagrando as nossas vidas ao Pai Celestial.
Andando em santidade, firmados na verdade, praticando a justiça e a bondade. Exercitando a paciência, outorgando clemência, obedecendo a excelência da Palavra da Sapiência.
Retenhamos o que vivifica, desprezemos o que impudica, alvejemos as nossas vestes com o sacrifício do Senhor, que até à morte amor não nos negou, e indo para o Pai, no céu moradas nos preparou.
Andando em santidade, firmados na verdade, praticando a justiça e a bondade. Exercitando a paciência, outorgando clemência, obedecendo a excelência da Palavra da Sapiência.
Retenhamos o que vivifica, desprezemos o que impudica, alvejemos as nossas vestes com o sacrifício do Senhor, que até à morte amor não nos negou, e indo para o Pai, no céu moradas nos preparou.
151
O DESEQUILÍBRIO VIRÁ
Eu estou eufórico, estupefato de fato com tantas loucuras, eu não sei para aonde vou nesta terra com tantos corpos de esculturas, caras engessadas, pescoços duros, rostos pintados nos muros, caricaturas em gravuras de revistas e jornais, em cada país, cada um com os seus chacais. As bocas grandes, os olhos arregalados, dentes afiados, mísseis apontados para todos os lados. O equilíbrio é dado pelo Todo Poderoso que faz surgir acordos em vários tratados, mesmo assim há disputas, em silêncio, há mortes, massacres, acidentes em mundos desconectados.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.
224
DEIXE DEUS TE ABRAÇAR
Em Teus caminhos encontrei a paz, quando a Sua luz para mim brilhou, hoje sigo e louvo ao Deus de Abraão.
Senhor com a tua Graça livrou-me do sofrer, libertou a minha alma, renovou o meu viver.
Os meus caminhos Te entreguei, confiando na Tua bondade, bênçãos eu provei de verdade.
Ao Rei da glória que mudou a minha história, ao Deus altíssimo que me concedeu vitória.
Jesus, a Fonte de Água Viva, saciou a minha sede quando perdido eu estava, purificou a minha alma quando mais nenhuma esperança em mim restava.
REFRÃO
Deixe o Senhor te abraçar, boas novas te trará, a tristeza e a solidão de ti se apartarão, e se a Ele se unir as promessas em ti se cumprirão, no céu irá entrar e eternamente viverá.
Senhor com a tua Graça livrou-me do sofrer, libertou a minha alma, renovou o meu viver.
Os meus caminhos Te entreguei, confiando na Tua bondade, bênçãos eu provei de verdade.
Ao Rei da glória que mudou a minha história, ao Deus altíssimo que me concedeu vitória.
Jesus, a Fonte de Água Viva, saciou a minha sede quando perdido eu estava, purificou a minha alma quando mais nenhuma esperança em mim restava.
REFRÃO
Deixe o Senhor te abraçar, boas novas te trará, a tristeza e a solidão de ti se apartarão, e se a Ele se unir as promessas em ti se cumprirão, no céu irá entrar e eternamente viverá.
191
DENTRE DOIS CORPOS
A união dentre dois corpos que faz sentir no coração, quando o amor invade a alma, dilacera a lua calma e devasta a cega paixão, dantes enraizada em vão, causando contradição entre o verdadeiro e a emoção quando é desperta a solidão.
Há a razão para a solidão num corpo viajando num profundo abismo, como uma fissão no tempo, ceticismo, quando o imaterial parte em vida imortal. E a esperança ainda é viva no que vive, para sonhar e encontrar um amor livre.
A união entre duas almas, duas carnes, numa só, na força ou fraqueza, em franqueza, nada almeja, a não ser a certeza de viver um amor fiel enquanto durem a terra e o céu, até que pela morte trágica ou natural uma vez se separem.
Há a razão para a solidão num corpo viajando num profundo abismo, como uma fissão no tempo, ceticismo, quando o imaterial parte em vida imortal. E a esperança ainda é viva no que vive, para sonhar e encontrar um amor livre.
A união entre duas almas, duas carnes, numa só, na força ou fraqueza, em franqueza, nada almeja, a não ser a certeza de viver um amor fiel enquanto durem a terra e o céu, até que pela morte trágica ou natural uma vez se separem.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema