Lista de Poemas
O amor virou um acessório para mim
Não é amor
que anseio
é o desejo de viver
sem invenções
viver em mim
sozinha nesse corpo
sentir o raio de sol na pele
e não lamentar pelo calor
que anseio
é o desejo de viver
sem invenções
viver em mim
sozinha nesse corpo
sentir o raio de sol na pele
e não lamentar pelo calor
186
desamor
Os rodopios da sua mente
me movimentam
elipticamente
e assim
ocupo mais espaço
Espero aqui
todo esse desamor
virar poesia
em mim
me movimentam
elipticamente
e assim
ocupo mais espaço
Espero aqui
todo esse desamor
virar poesia
em mim
219
Quantas ml tem um amor?
Poema fruto
Do amor
Que desama
Sempre que
Parece amar
Bola de gude
Me fita
Sinto a sina
Da destreza
Em sua mão
Você me faz
Engolir a seco
A poesia
Não sobra nada
Além desses versos
Fra(s)cos
Do amor
Que desama
Sempre que
Parece amar
Bola de gude
Me fita
Sinto a sina
Da destreza
Em sua mão
Você me faz
Engolir a seco
A poesia
Não sobra nada
Além desses versos
Fra(s)cos
195
Ensurdecedor
O barulho que ela ouve
sente quente atrás da orelha
chega como um sussurro
a mil decibéis
A acumulação é a origem
sua cor é chave
mas ela não está preparada
cobre os ouvidos
com algodão macio
No trabalho
o zumbido estridente
a fere
os colegas a olham
homens e mulheres sulfites
em suas expressões
in(diferença)
Nela
choro de fio contorcido
da gargantilha que arranha
e destrói cada anel cartilaginoso
de sua traqueia
antes da morte
eles desejam
calar a sua voz
Tudo sangra
a garganta
os ouvidos
vem de
vermelho vivo
O sangue não estanca
a fúria não coagula
ela tinha acabado de descobrir
e então grita
pós-morte
sente quente atrás da orelha
chega como um sussurro
a mil decibéis
A acumulação é a origem
sua cor é chave
mas ela não está preparada
cobre os ouvidos
com algodão macio
No trabalho
o zumbido estridente
a fere
os colegas a olham
homens e mulheres sulfites
em suas expressões
in(diferença)
Nela
choro de fio contorcido
da gargantilha que arranha
e destrói cada anel cartilaginoso
de sua traqueia
antes da morte
eles desejam
calar a sua voz
Tudo sangra
a garganta
os ouvidos
vem de
vermelho vivo
O sangue não estanca
a fúria não coagula
ela tinha acabado de descobrir
e então grita
pós-morte
260
TOC TOC TOC
no meio da noite
o vazio
insinuando-se
pela porta fechada
penso:
aqui estou eu
você não pode invadir
de dentro
e me arrancar lágrimas
que secam
pela ação do tempo
o sofrimento lancinante
não perdura
mas sufoca
sigo caminhando
dou conta de só pisar
entre as linhas da calçada
Tempestuosa
Oblitero
Continuamente
o vazio
insinuando-se
pela porta fechada
penso:
aqui estou eu
você não pode invadir
de dentro
e me arrancar lágrimas
que secam
pela ação do tempo
o sofrimento lancinante
não perdura
mas sufoca
sigo caminhando
dou conta de só pisar
entre as linhas da calçada
Tempestuosa
Oblitero
Continuamente
182
Seria esquizofrênico se eu não fosse tantas de mim
Não é por você
Que meu corpo grita
O grito brota de mim
Sai estridente
Vergonhosamente afoito
Escavando em você
E outras tantas
Sem encontrar
Vou a procura
Daquilo que sei
Vou a caça
Daquilo que me é
Na ilusão de me achar
Em outras existências
Que nunca me tocaram
Me procuro em rostos alheios
Desejando que me reconheçam
De outras vidas
Mortes
E amores
Grito para redescobrir meu eu
O que sou quando estou só
Como pego em minha mão
E conduzo a mim mesma
No canto do sofá onde bate sol
Na parede branca
Uma sombra se forma
Espelhando meus movimentos
Ela me convida para um chá
Que meu corpo grita
O grito brota de mim
Sai estridente
Vergonhosamente afoito
Escavando em você
E outras tantas
Sem encontrar
Vou a procura
Daquilo que sei
Vou a caça
Daquilo que me é
Na ilusão de me achar
Em outras existências
Que nunca me tocaram
Me procuro em rostos alheios
Desejando que me reconheçam
De outras vidas
Mortes
E amores
Grito para redescobrir meu eu
O que sou quando estou só
Como pego em minha mão
E conduzo a mim mesma
No canto do sofá onde bate sol
Na parede branca
Uma sombra se forma
Espelhando meus movimentos
Ela me convida para um chá
123
No meu imaginar a gente existe ou é
Sentada em frente a nossa escrivaninha
Escrevo memórias
De um amor
Que nunca aconteceu
Você me fita contemplativa
Sinto o calor
De um olhar
Que nunca me alcançou
Performo uma imagem
De cores, cheiros e sabores
Os quais nunca sentirei
Acordada
Escrevo memórias
De um amor
Que nunca aconteceu
Você me fita contemplativa
Sinto o calor
De um olhar
Que nunca me alcançou
Performo uma imagem
De cores, cheiros e sabores
Os quais nunca sentirei
Acordada
188
Gemido do coração
Grita em mim
Uma ânsia pelo toque
De recolher
Para dentro
Dois dedos
E a sua boca
Que não me chama
Quente
Tateia minha vulva
Com a língua
Lambe meu aguar
Entre córregos
Atravessando montes
Pubianos
Sente o cheiro
Da chuva ácida
Beija interno
O osso
Esterno
E me fode
O que pulsa
Uma ânsia pelo toque
De recolher
Para dentro
Dois dedos
E a sua boca
Que não me chama
Quente
Tateia minha vulva
Com a língua
Lambe meu aguar
Entre córregos
Atravessando montes
Pubianos
Sente o cheiro
Da chuva ácida
Beija interno
O osso
Esterno
E me fode
O que pulsa
195
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments