Lista de Poemas
Poema sem nome
O meu corpo jaz no teu passado
é desse frio que me alimento
e por ter morrido nas pérfidas
juras de amor
é que eu me lamento
São roxos,
os lábios que te escrevem,
agora mudos,
porque não te merecem
gritam dálias
numa palavra oca,
porque à cova,
descem surdos, os poemas
na tua boca
346
Prados
Sempre que te vejo
há uma pedra em lava
que me trilha incandescente
a memória doce do teu sorriso
e de um beijo por te dar
sempre que te vejo
ardem prados verdejantes
que as saudades não querem apagar
350
Mar e Tempo
Não sei que céu ou lua me habita
Ou de que estrofe sou feito
Se fui escrito no ocaso
Ou no barlavento
Quiçá mar e tempo
Entre antítese e aforismo
Sou vento
Se grito ou lamento
Somente no poema
Encontro alento
Ou de que estrofe sou feito
Se fui escrito no ocaso
Ou no barlavento
Quiçá mar e tempo
Entre antítese e aforismo
Sou vento
Se grito ou lamento
Somente no poema
Encontro alento
376
Rosas
Não tinhas nome
quando as rosas nasceram
rosa, já tu eras
quando no céu pus a tua estrela
e te segurei a mão
quando as rosas nasceram
rosa, já tu eras
quando no céu pus a tua estrela
e te segurei a mão
342
Abraços
Há poemas que nos escrevem a vida
E palavras que nos rasgam os poemas
Há dor que não cabe no poema
Quando as lágrimas nos escorrem dentro
Há desilusões que nos beijam
Quando o amor nos foge
Há abraços que desatam
Quando no sonho
Não atam
555
Procuro-te...
Por onde andas, amor
Que te perdi a voz
Polímnia do meu encanto
Traço breve,
Mão que te debrua o rosto
Que te perdi a voz
Polímnia do meu encanto
Traço breve,
Mão que te debrua o rosto
362
Idade do beijo
Abraça as tuas primaveras
Escuta a idade do beijo
E das borboletas que nos habitavam
Existo no poema
Para que te olhe os anos
E em cada aniversário
Te sinta
As manhãs de Dezembro
E a aurora de uma vida inteira
Escuta a idade do beijo
E das borboletas que nos habitavam
Existo no poema
Para que te olhe os anos
E em cada aniversário
Te sinta
As manhãs de Dezembro
E a aurora de uma vida inteira
465
Mãos que te beijam
Deixa que a lágrima te seja breve
Inocente olhar,
Candura que perdura
nas mãos que te beijam
A chuva caída
525
Sem o saberes...
Já passa da meia noite
E ainda não te amei
Talvez por ser domingo
De uma vida inteira
Já é noite, faz tempo
A lua desceu sobre nós
Esta dor que não me larga
A solidão dos ossos
E o cruel silêncio das sombras
Não ando,
Arrasto-me nos dias,
Mato-me em pequenas doses diárias
Para que amanheça à noite
e te veja dormir
Já passa da meia noite
E ainda não te amei
Porque sem o saberes
Já te amava
Muito antes de te saber
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