Lista de Poemas
(Paisagem sem flores)
gosto da boca em brasa
assando palavras bêbadas.
os dedos crispados...
os dentes cerrados...
o sono navega
nas águas do pesadelo.
(rasgaram as veias do infinito
tingiu-se de sangue o crepúsculo
cérebro de plástico na rotina consumista
abutres posam de águia no funeral da humanidade).
paisagem sem flores.
a vida é uma farsa!
assando palavras bêbadas.
os dedos crispados...
os dentes cerrados...
o sono navega
nas águas do pesadelo.
(rasgaram as veias do infinito
tingiu-se de sangue o crepúsculo
cérebro de plástico na rotina consumista
abutres posam de águia no funeral da humanidade).
paisagem sem flores.
a vida é uma farsa!
444
(A capella)
perto de ti
me perco em teus olhos
longe de ti
me perco em mim
ancorados no silêncio
os desejos se amotinam
nossas almas se falam
e falam de amor
em palavras largas
canto de amor a capella
a melhor imagem
guardou-se em nós
na retina só segredos
paradisíacas paisagens
capim dourado e macela.
me perco em teus olhos
longe de ti
me perco em mim
ancorados no silêncio
os desejos se amotinam
nossas almas se falam
e falam de amor
em palavras largas
canto de amor a capella
a melhor imagem
guardou-se em nós
na retina só segredos
paradisíacas paisagens
capim dourado e macela.
393
(Cordas e aço)
há sede
no azul.
asas desinibidas riscam o ar.
pétalas libertas
imitam garças
empinadas pelo vento.
há fome
nos lençóis.
cada fibra do seu corpo
trama tessituras
em meu corpo de cordas e aço.
há um concerto a ser escrito
tocando em nós.
no azul.
asas desinibidas riscam o ar.
pétalas libertas
imitam garças
empinadas pelo vento.
há fome
nos lençóis.
cada fibra do seu corpo
trama tessituras
em meu corpo de cordas e aço.
há um concerto a ser escrito
tocando em nós.
354
(céu parcelado)
garimpando estrelas
no céu parcelado
encontro deuses esquecidos
meus olhos vagos
tencionam as cordas
que descem pelos vãos das telhas
sem querer ser deus
crio nuvens em vasos de vidro
derramo céus e sóis
pulverizo arrebóis
'com olhos de horizonte
equilibro corpo e mente'
no céu parcelado
encontro deuses esquecidos
meus olhos vagos
tencionam as cordas
que descem pelos vãos das telhas
sem querer ser deus
crio nuvens em vasos de vidro
derramo céus e sóis
pulverizo arrebóis
'com olhos de horizonte
equilibro corpo e mente'
13
(clicando vertigens)
intensa neblina
o sol enjaulado
mãos ocultas dessangram o amanhecer
cartesianas emoções
cotidianos conflitos
passos dados em segredo
olhos clicando vertigens
asas que a alma liberta
voo cego
sagrado
o sol enjaulado
mãos ocultas dessangram o amanhecer
cartesianas emoções
cotidianos conflitos
passos dados em segredo
olhos clicando vertigens
asas que a alma liberta
voo cego
sagrado
13
(suave é a voz do morto)
perdido e ao mesmo tempo liberto
segue (passos lentos)
rumo ao desconhecido
suave é a voz do morto
segue (passos lentos)
rumo ao desconhecido
suave é a voz do morto
13
(resquícios da memória)
o trem que cortava a cidade
perdeu os trilhos e a estação
ficaram as histórias
o cheiro bruto do suor, o rastilho das bagagens
a carpintaria dos causos nos versos sem medida
rodando no vento
os destinos se cruzavam e se perdiam
eram flores passageiras
mas na arqueologia dos sonhos
nada restou além dos resquícios da memória
hoje
outras cores cobrem de silêncio
a desvirtuada paisagem
perdeu os trilhos e a estação
ficaram as histórias
o cheiro bruto do suor, o rastilho das bagagens
a carpintaria dos causos nos versos sem medida
rodando no vento
os destinos se cruzavam e se perdiam
eram flores passageiras
mas na arqueologia dos sonhos
nada restou além dos resquícios da memória
hoje
outras cores cobrem de silêncio
a desvirtuada paisagem
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