Lista de Poemas
(maravilhoso)
maravilhoso
é ter o céu
coalhado de estrelas
e uma lua
para reger
nossos sonhos
é olhar o mar
e se abismar
é ouvir o silêncio falar
é ter o céu
coalhado de estrelas
e uma lua
para reger
nossos sonhos
é olhar o mar
e se abismar
é ouvir o silêncio falar
70
(versos timbrados de mar)
no milagre da voz
posta-se o canto
que carrega segredos
ao negar o pranto
a vida escrita em partituras
evoca o divino, poesia pura
é sol em noite de luar
rondó de breves encantos
versos timbrados de mar
rico é o silêncio
ao som das palavras
posta-se o canto
que carrega segredos
ao negar o pranto
a vida escrita em partituras
evoca o divino, poesia pura
é sol em noite de luar
rondó de breves encantos
versos timbrados de mar
rico é o silêncio
ao som das palavras
96
(luz distante)
migrar para o espaço sonhado
derreter o olhar nas sombras
lavar o dia das noites impuras
o que diz a voz que dialoga com a incoerência?
o que fazer da vida quando a voz destoa da 'multidão'?
não tenho medo das horas paradas
sei que o tempo às vezes nos entorpece
...tateando o vazio
vejo uma luz distante
dizer o que o sol nos cala
derreter o olhar nas sombras
lavar o dia das noites impuras
o que diz a voz que dialoga com a incoerência?
o que fazer da vida quando a voz destoa da 'multidão'?
não tenho medo das horas paradas
sei que o tempo às vezes nos entorpece
...tateando o vazio
vejo uma luz distante
dizer o que o sol nos cala
39
(noites sem fim)
nas noites sem amor
o tempo corre lento
a madrugada apavora
desperta lembranças
paixões de outrora
são noites sem fim
ardendo saudades
corações em motim
vertendo vontades
querendo dizer sim
em noites assim
a gente se perde
em duplos atalhos
criando ilusões
ou fazendo canções
agora, se você viesse
talvez eu chorasse
e quem não chora
quando em altas horas
reencontra o bem que perdeu
mais uma noite sem amor
e eu procuro descobrir
onde foi que errei
encontro só a certeza
de que nunca mais te verei
o tempo corre lento
a madrugada apavora
desperta lembranças
paixões de outrora
são noites sem fim
ardendo saudades
corações em motim
vertendo vontades
querendo dizer sim
em noites assim
a gente se perde
em duplos atalhos
criando ilusões
ou fazendo canções
agora, se você viesse
talvez eu chorasse
e quem não chora
quando em altas horas
reencontra o bem que perdeu
mais uma noite sem amor
e eu procuro descobrir
onde foi que errei
encontro só a certeza
de que nunca mais te verei
51
(Giz e carvão)
lua parindo solidão
no silêncio da madrugada
arando a terra
que engole os sonhos
escriturando o medo
que se refugia no futuro
traços de giz
borras de carvão
no silêncio da madrugada
arando a terra
que engole os sonhos
escriturando o medo
que se refugia no futuro
traços de giz
borras de carvão
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Orquídeas de aço ( Alegoria)
em curtos espaços
de pedra e cimento
nascem e morrem
orquídeas de aço.
nas ruas,
-percalços-
gritos sintetizados
buzinas norteiam comboios
-tecno aboio-
cérebros fossilizados.
no sonho montado
usei de arremedos
para burlar a vida.
quando dei por mim
estava em Andara,
uma fina alegoria
que toca os calos
da América Latina.
de pedra e cimento
nascem e morrem
orquídeas de aço.
nas ruas,
-percalços-
gritos sintetizados
buzinas norteiam comboios
-tecno aboio-
cérebros fossilizados.
no sonho montado
usei de arremedos
para burlar a vida.
quando dei por mim
estava em Andara,
uma fina alegoria
que toca os calos
da América Latina.
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