Lista de Poemas
(Morgana das fadas)
tece a vida
com palavras mágicas,
fios da ressurreição.
mói sementes ao acaso,
na tarefa vã
de enfeitar as manhãs.
gestos largos
tempera os ventos e segue,
como raios na tempestade.
as brumas escondem o teu reino.
a lenda mantém o teu nome.
com palavras mágicas,
fios da ressurreição.
mói sementes ao acaso,
na tarefa vã
de enfeitar as manhãs.
gestos largos
tempera os ventos e segue,
como raios na tempestade.
as brumas escondem o teu reino.
a lenda mantém o teu nome.
329
(Jardim encantado)
os olhos
quase quasares
refletem nas flores
um sorriso de criança.
o jardim
em sua magia
abraçará o orvalho
e como um pássaro
cantará tristezas
solfejará alegrias
marejando nossos olhos
mesmo que à revelia
contando nossos passos
num silêncio de poesia.
magnífico
como o luar
deslumbrante
como o por do sol
intrigante
como um koan.
quase quasares
refletem nas flores
um sorriso de criança.
o jardim
em sua magia
abraçará o orvalho
e como um pássaro
cantará tristezas
solfejará alegrias
marejando nossos olhos
mesmo que à revelia
contando nossos passos
num silêncio de poesia.
magnífico
como o luar
deslumbrante
como o por do sol
intrigante
como um koan.
323
(Qorpo Santo)
alma de longas plumas
laqueada de mistérios
voz matraqueada
dos quero-queros
toda dose de exagero
na manhã mal amanhecida
quando o horizonte
ainda
neblina
em sinal convexo
sangra a palavra fugidia
estrela acesa no medo
laqueada de mistérios
voz matraqueada
dos quero-queros
toda dose de exagero
na manhã mal amanhecida
quando o horizonte
ainda
neblina
em sinal convexo
sangra a palavra fugidia
estrela acesa no medo
349
(Quebranto)
quero sim quero não
maré cheia da indecisão
coloca o amor
num barco à deriva
em rota de colisão.
vindo do mar
rebuscado olhar
luz derretida em clarão
lua deserta
banha o meu
ser
e a minha solidão.
já não sei mais viver
já perdi a razão
quebranto de lua cheia
amarra minha alma ao sofrer
estraçalha o meu coração.
maré cheia da indecisão
coloca o amor
num barco à deriva
em rota de colisão.
vindo do mar
rebuscado olhar
luz derretida em clarão
lua deserta
banha o meu
ser
e a minha solidão.
já não sei mais viver
já perdi a razão
quebranto de lua cheia
amarra minha alma ao sofrer
estraçalha o meu coração.
345
(Alucinados girassóis)
dou um mergulho em seus olhos,
alucinados girassóis.
brisa ara a pele
em rastros de arrepio.
algo se perdeu na tarde.
algo mudou entre nós.
alucinados girassóis.
brisa ara a pele
em rastros de arrepio.
algo se perdeu na tarde.
algo mudou entre nós.
327
(Caravana)
na força do deserto
cultivo areia e espanto.
o vento força passagem
muda a geografia
coloca formas
onde nada havia.
sigo um brilho andarilho,
rastros de poeira e encantamento
espargindo raro perfume.
na boca
o ardor que antecede o beijo,
no corpo
lancinante desejo.
na força do deserto,
a caravana passa,
o tempo escoa... suavemente.
cultivo areia e espanto.
o vento força passagem
muda a geografia
coloca formas
onde nada havia.
sigo um brilho andarilho,
rastros de poeira e encantamento
espargindo raro perfume.
na boca
o ardor que antecede o beijo,
no corpo
lancinante desejo.
na força do deserto,
a caravana passa,
o tempo escoa... suavemente.
351
(Rosas de Atacama)
céu derramando luzes
no chão do deserto
cores
de outra dimensão
flores
de um jardim sem fim.
olhos empinando asas
voam com o condor
no silêncio da paisagem
a paz se faz no coração
rosas de Atacama
mística essência
efêmera florescência
deslumbrante visão.
flores
de um jardim sem fim
cores
de outra dimensão.
no chão do deserto
cores
de outra dimensão
flores
de um jardim sem fim.
olhos empinando asas
voam com o condor
no silêncio da paisagem
a paz se faz no coração
rosas de Atacama
mística essência
efêmera florescência
deslumbrante visão.
flores
de um jardim sem fim
cores
de outra dimensão.
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