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Um pai falou para a filha que cabeça de vento é quem vive a inventar estórias
e que a cabeça do escritor Jorge Amado era cheia de vento
A menina quis conhecer o autor cabeça de vento e leu toda a sua obra
Da leitura concluiu:
- como o vento é imaginativo !
E até hoje ela sonha em ser cabeça de vento. Todas as manhãs respira com prazer a brisa do mar e agradece-lhe por aconduzí-la à escrita que tanto ama.
E o pai, embora desconfiado da ingenuidade da filha, rir-se de soslaio
Os dois levam a vida a imaginar, a contar e a escrever estórias fascinantes
- E o vento ?
Preencheu mais um espaço
por meio de uma matáfora.
O rio assemelha-se ao tempo
as vezes corre lento
as vezes apressado
Em seu natural correr
desenha o próprio traçado
As vezes sobe
As vezes desce
As vezes enche até vazar
As vezes escasseia
Faz correnteza
derruba barreiras
estagna
Corre em várias direções
e abraça o mar
em seu desaguar
E o tempo?
Qual é o seu movimento?
As vezes é absoluto
As vezes é relativo
As vezes acelera
Segue e altera seu ritmo
no eterno acontecer
O tempo também descansa
para se reinventar
ou se afoba
e volta a acelerar
Tempo de saudades
dos que se encantaram
Tempo do amor
do nascer
do encontrar-se
de casar
e de se reinventar!
E ainda que o tempo seja dono de si
fala-se em "dar tempo ao tempo",
em busca de um crédito
para amadurecer
ou de se superar
para esquecer ou
para lembrar
para criar, procriar e amar
(....)
O tempo é contínuo e descontínuo
O tempo implica em devir, vir e no que se foi.
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