Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo.
Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo. Além de escrever e ler gosto de cinema, de música e de praticar jardinagem. Sou mãe e essa é uma experiência de vida que me fascina e desafia permanentemente. https://www.facebook.com/faatimarodrigues [email protected]
Deitei a voz Chorei com a voz Por dento ri em cântaros Era preciso escutar Calei a minha voz Acolhi com a voz Doeu em mim Mim é a voz do silêncio Mim é a voz recolhida Mim é também tu Nossa voz, nosso silêncio Nossas dores em uníssono Dores que nós entendemos Dores do mundo Dores de nós Acolhi com a voz e com o silêncio.
Fátima Rodrigues, expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 05 de agosto de 2023.
208
O ar do Siará
No Siará o AR, ha, ha, ha ha, ha! Existe! E com "ar encorajado" vamos arar e plantar O Aracati se espraia atravessando sertões, depressões, cantinhos e cantões Quando se fizer bonito e chover vamos arar e plantar campos, planícies e serras e também ara-remos mentes e corações Ara-remos em Santa Luzia, em São José, em São João e em S, Pedro E se o aperreio vier ara-remos até o Forte de Assunção - E então?! Vamos arar com as mãos sem matar as espécies boas As ervas daninhas, sim! serão retiradas de prontidão! - E o que dizer dos que ceifam vidas, infantis, juvenis e anciãs? Esses não passarão!!! Escuta Fortaleza do Siará! Numa fêmea amada pelo sol há luz para prover a todes
Emane-se em cuidar da vida. Lute! Os currais dos bárbaros ficarão na memória como lições da História E só! Pois, nada ocorreu em vão! Vamos arar e plantar Siará! E com coragem vamos arar e desertar a praga do fascismo, pois o ar, ha, ha, ha,ha,ha! HÁ.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 04 de junho de 2023.
https://averdade.org.br/2019/12/os-currais-retrata-campos-de-concentracao-durante-a-seca-de-1932/ acesso em 02 de junho de 2023 https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/vento-aracati-compoe-real-e-imaginario-dos-sertanejos-1.216432 acesso em 02 de junho de 2023 https://mapacultural.secult.ce.gov.br/espaco/245/ acesso em 02 de junho de 2023
163
Declaração de amor aos rios
Declaração de amor aos rios
Gosto de mergulhar na Geografia dos rios com suas curvas longilíneas envoltas em tecidos aderentes onde pássaros, anfíbios, beija-flores, borboletas, e tantas outras espécies encontram seu habitat Com o espírito liberto adentro ao Amazonas descendo em despenhadeiros desde o Peru varando a planície extensa O rio, a água e a terra amalgamando vidas em sintonia com a floresta e abastecendo os ribeirinhos Abundância de tudo!
Paisagens incontáveis!
O Uruguay Com suas imensas cachoeiras planícies, serras e despenhadeiros a encantar os pampas a alimentar os indigenas Paisagens incontáveis! Rio São Francisco Peleja entre água, rochs e ventos traduzida em canions e planícies cheios de altos e baixos e de surpresas A natureza modela e recria A sociedade degrada!
Paisagens incontáveis!
Dois rios "Jaguaribe" Um no Ceará Cruzando tantas cidades Outro a acolher a própria vida em memória da Parahyba Rios e vidas Nesses vales de lágrimas e de sonhos Vidas sobre vales ! Paisagens incontáveis! No caminhar dos rios Os ruídos calientes das suas águas Ou a dura frieza que cura a dor da alma Um convite à imaginação Emoldurado pelas terras vermelhas, roxas, acinzentadas eles serpenteiam Enchem-se Vazam! Paisagens incontáveis São polissêmicos os rios e emprestam-se a muitas metáforas Rios de lágrimas Rios de sangue Rios de Prata "Rio da Prata" Rio da morte (....) Abrigam ampla biodiversidade Tão diversa que é impossível narrá-las em sua plenitude Mas além da vida que os animam O rios povoam a memória de crianças e adultos em suas viagens subterrâneas Não há nada melhor do que "dar de braçada neles"... Abraçá-lo em tempos de águas fartas e descer em suas correntezas ouvindo o canto dos pássaros Pular de suas encostas e navegar, navegar, navegar Medi-lo com os olhos e indagar-se - Posso? Cariús de minha infância Quase morto Amazonas dos meus sonhos São Francisco, Chico, Velho Chico, de tantas cachoeiras e águas calmas Que lindeza é vê-lo adentrar ao mar! Os rios traduzem-se em vida. Oh! Minha ! Oh nossa! Oh ! América Latina ! abundas em rios Como nós abundamos em lágrimas Paisagens incontáveis! Dores infindas! Lutas sem tréguas! Rios de esperanças e de teimosias nos acolhem e nós os seguimos em alvoroçadas destruições.
Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 20 de maio de 2020.
170
Nas frestas da vida
Observa ! Se a dor te habita, a essência da felicidade também te ronda Se faz escuro nas travessias curtas e mais ainda nas longas feixes de luz se propagam ao teu redor Há esplendor nos raios dourados do pôr-do-sol Observa a vida! Sente os teus sentidos para que os sentidos do outro não te obscureça Se é desejo, deixas-te perder de ti e retomas os afetos que escaparam pelas frestas da vida Estás em letargia ? Um artífice se faz se elevando com a força dos seus próprios músculos, mente e brios A cada dia nada será como antes e o que é certo é o devir A saudade nos habita como um alento que emerge no vão do acontecer O saudosismo se esvai na reinvenção do agora Observa !
197
Alinhavando ventos, tempestades e utopias
Se já fui um furacão antes era ventania Tempestades me atingiram Verguei, mas não fui ao chão Fui movido por eventos de natureza adversa que causaram oscilações em curtas e longas ações Se agora sou monções outrora de brisa vivia Nada disso é estranho quando visto à luz do dia O ar em seus muitos estados me compõe do inicio ao fim O ser me salva dos outros e até mesmo de mim
II O ar sorvido aos pulmões nos guia à calmaria Respirar a poesia nos dias acalorados e nas madrugadas frias harmoniza o viver Se isso é uma teimosia me aproxima da utopia Cozer sons é alforria é lume para quaquer um.
Fátima Rodrigues. Expedicionários. João Pessoa, Paraíba, Brasil em 05 de dezembro de 2012.
226
Senões em vão?!
Senão ...
Ficarás dois dias sem computador Ficarás sem sair com os amigos Ficarás com fome Vestirás as roupas sujas O gatinho poderá adoecer
Senão... !
Não haverá passeio Os seus amigos não virão para casa Não entrarás para a faculdade Tudo irá de água abaixo
A vida assim tem sentido?
E se tudo for dito com amor e firmeza?
E se nada do que se espera acontecer ...
Sempre há o que se rever nos percursos e nos ditos. O tempo é o de cada um.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 12 de junho de 2023..
180
Senões em vão?!
Senão ...
Ficarás dois dias sem computador Ficarás sem sair com os amigos Ficarás com fome Vestirás as roupas sujas O gatinho poderá adoecer
Senão... !
Não haverá passeio Os seus amigos não virão para casa Não entrarás para a faculdade Tudo irá de água abaixo
A vida assim tem sentido?
E se tudo for dito com amor e firmeza?
E se nada do que se espera acontecer ...
Sempre há o que se rever nos percursos e nos ditos. O tempo é o de cada um.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 12 de junho de 2023..
190
Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!
210
Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!
214
Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!