Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo.
Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo. Além de escrever e ler gosto de cinema, de música e de praticar jardinagem. Sou mãe e essa é uma experiência de vida que me fascina e desafia permanentemente. https://www.facebook.com/faatimarodrigues [email protected]
Ah!,a palavra...? No presente é herança e patrimônio Se está no entre é intersticio Se emudece desafia o silêncio Ao se adequar expropria'-se no ato Nos confrontos é coragem assimilada Em seus rodeios se desvela em metáforas Quando discursa é um elo emblemático Se endurece é pedra cristalizada Quando contida é água aprisionada Quando liberta é torrente apaziguada Quando cala é explosão represada Se desafia é duelo em linguagem Renascer, se reinventar e comunicar é o desafio do Ser palavra.
Fátima Rodrigues.
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil. em 17 de junho de 2021.
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Às divindades, oxalá!
Às divindades, oxalá!
Divindades! Livrai-me de tudo que não sei lidar Falo até mesmo do toque insistente da campainha Quero me encontrar com o outro sem sobressaltos Sem malquerências Livrai-me de um outro que se torna familiar mas quer obrigar-me a sair de mim Livrai-me dos bons homens e das boas damas que desconhecem a empatia, mas potencializam a simpatia enganadora Estranhas senhoras, estranhas em si e em mim Estranhos senhores que nem desconfiam das dores de suas damas Diz Sartre, são bons pais e mães, filantropos, mas racistas! Livrai-nos senhor de professores desamparados e desenganados de si suas palavras podem contaminar a mente fértil dos jovens Livrai-nos dos pastores que não sabem pastorear, coisa que exige conhecer a Aldeia, seu rebanho e sua história. Divindades! Teceis laços diretos com os que creem Se há vontade divina para que a mediação? Enlaça-me com a tua energia e proteção Me põe luz na minha escuridão Me acolhe nos desertos e na abundância mistificadora Me acolhe!
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 20 de maio de 2023.
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Dons, sons e moções da palavra
Dons, sons e moções da palavra
Ah!,a palavra...? No presente é herança e patrimônio Se está no entre é intersticio Se emudece desafia o silêncio Ao se adequar expropria'-se no ato Nos confrontos é coragem assimilada Em seus rodeios se desvela em metáforas Quando discursa é um elo emblemático Se endurece é pedra cristalizada Quando contida é água aprisionada Quando liberta é torrente apaziguada Quando cala é explosão represada Se desafia é duelo em linguagem Renascer, se reinventar e comunicar é o desafio do Ser palavra.
Fátima Rodrigues.
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil. em 17 de junho de 2021.
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Não seguras o medo, segues!
Não seguras o medo, segues!
É entre costuras e cerzidos que te completas, e nem desconfias É entre retalhos e costuras que te compões É em gritos contidos e em dores mal ditas que atravessas os largos oceanos e os estreitos, como se atravessasses o Formosa ? É nos desertos e em sonhos, em transtornos e transes que te projetas Mas o que seria de nós sem as travessias oceânicas e sem os desertos em nós? É lá nos desertos da vida que fazes acordos consigo próprio e ainda assim os descumpres É lá onde perdes os horários, os dias e as noites insones? A dureza dos quartzitos te atravessa ou é só na aparecência? É em vagas que te refazes para o outro e outra ? E se falta coragem para ser é aí que abres as compotas que inundam terras estranhas ? Ou ficas num cubículo onde a porta se estreita e o vão se fecha? É assim porque não vês ou porque temes? Solta teu grito ainda que ele não irrompa a garganta. Solta os teus atos, os teus fatos. os teus fardos. Solta!
Fátima Rodrigues, Em 06 de maio, de 2023. Expedicionários. João Pessoa, Paraiba. Brasil,
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À mãe nossa de cada dia
A mulher segue na multidão Reza no escuro da noite e explode na claridade do dia Se indaga é se aflige Segue encorajada, empoderada
Uma criança chora Deseja a mãe para si Ri e chora Em contrição segue
O brinquedo larga Chorar é vazão A criança quer a mãe Só a mãe lhe basta!
E se a mãe não voltar? Lhe tiram o chão Pensar é o agora Então volta ao chão
Cadê a mãe? A mãe é o vazio? Quer abraçá-la Estará no trabalho? Porque razão ?
A noite dorme! O homem chora A mulher chora A criança chora Idosos choram
Cadê a mãe?
Mãe é aconchego Mãe é desassossego Mãe é apego Mãe é peito que acolhe
Mãe é ar que sufoca É ausência que liberta É passaporte para si e para o outro de si A sua mãe é memória na ausência.
A mulher segue na multidão A mulher se encontra em si mesma A mãe é o que quiser Ser mãe é transcender
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 14 de maio de 2023.
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Liberdade de ser
Se você sempre cala eu calo e falo Se você não reclama de nada eu clamo por paz e espanto os infortúnios Se você não planta tambêm não colhe Eu planto e colho Se você só olha, eu olho e vejo Se você crê em tudo eu creio e desconfio Se você anda só no chão eu piso no chão e vôo Se você tem simpatia eu tenho empatia Se você descrer das artes eu as degusto e as promovo Se você diz que a Filosofia é vã eu faço dela a minha mestra Se você acha que a memória é só a ritualistica eu faço História! Danço o toré com os caciques Tabajara e Potiguara Danço o coco e a ciranda com Ana e Cida Escuto com empatia os desprovidos de atenção, porque os vejo como São ! Marcho com as mulheres da Borborema Rememoro as Elisabeths e as Margaridas Me somo aos trabalhadores não importa aonde Rompo até mesmo o asfalto como o fez Drummond com a Rosa do povo Se você não tem imaginação, Inspiras-te: nas multidões e em seus movimentos Com o poeta solitário da Tabacaria Com a poetisa de mãos calejadas que doces fazia com mel e com poesia Com a linguagem simples e criativa de quem vê o que não existe Não deixes o teu cérebro encurtar nem o teu coração encolher O amor é!
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 17 de maio de 2023.
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Dei à luz
Dei à luz! Não falo de episódios metonímicos Não foi a tocha olímpica que entreguei a uma atleta Nem foi a vela que passei para outras mãos numa procissão de fieis ou no breu da vida Isso também o fiz e faço em situações de obscurantismo. Não foi a lamparina que levei ao quarto escuro dos sertões Foi a luz da vida ! Impregnada fiquei por àquele amor Mas ciente estava que eram vidas de si Não de mim. Eu falei...estava ciente O verbo no passado não se atualiza no presente dos afetos É sempre uma construção de todo dia Convosco reaprendi a rezar com a mesma fé que me moveu na infância Rezo à Maria, às mulheres O verbo resiste à dor Que saibam viver os dias felizes e que sejam cientes e cuidadosos de si, sempre! Que assimilem as grandes e as pequenas lições da vida como o fez o pequeno príncipe com o seu planeta e a sua rosa Dei à luz ! Terá responsabilidade e amor maior? E sendo a luz vida que a luz dos meus olhos jamais ofusque os vossos olhos Meus sóis! - vós sois o amor maior.
Fátima Rodrigues. Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 25 de abril de 2023.
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As mulheres e suas faces
Um olhar sobre as mulheres
As mulheres que me inspiram São elas cheias de graça Das Marias às Terezinhas São formosas e calientes São valentes e suaves São tantas e tão diversas Que se encontram espalhadas Das praias até os confins Pensar suas trajetórias Suas virtudes e coragem Revela muitas ações Mulheres que são mães e pais Mulheres avós e avôs Mulheres tias e tios Papéis afeitos na vida Sem dar ou negar permissão Parentela que deságua em afazeres sem fim Mulheres que dirigem e voam Que plantam e colhem também Que escrevem e estudam ensinam e aprendem lições São como dicionarios A se recriar todo dia numa poderosa equação que a muitas de nós guia Nas veredas dos sertões E nas largas estradas da vida Como âncoras é que elas são Mulheres que são versáteis Sem estereótipos ou com Sem sentimento materno Sem sentimento paterno Mas com sentimento do mundo Inteiras divididas assim é como elas são Nos campos e na cidades E para além, lá nos sertões Embaixo de chuva ou sol Banhadas de água ou suor Nas labutas cotidianas São elas a minha luz São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023 Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
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Um olhar sobre as mulheres
Um olhar sobre as mulheres
As mulheres que me inspiram São elas cheias de graça Das Marias às Terezinhas São formosas e calientes São valentes e suaves São tantas e tão diversas Que se encontram espalhadas Das praias até os confins Pensar suas trajetórias Suas virtudes e coragem Revela muitas ações Mulheres que são mães e pais Mulheres avós e avôs Mulheres tias e tios Papéis afeitos na vida Sem dar ou negar permissão Parentela que deságua em afazeres sem fim Mulheres que dirigem e voam Que plantam e colhem também Que escrevem e estudam ensinam e aprendem lições São como dicionarios A se recriar todo dia numa poderosa equação que a muitas de nós guia Nas veredas dos sertões E nas largas estradas da vida Como âncoras é que elas são Mulheres que são versáteis Sem estereótipos ou com Sem sentimento materno Sem sentimento paterno Mas com sentimento do mundo Inteiras ou divididas assim é como elas são Nos campos e na cidades E para além, lá nos sertões Embaixo de chuva ou sol Banhadas de água ou suor Nas labutas cotidianas São elas a minha luz São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023 Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
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Eu creio!
Eu creio! Ainda que os meus lugares de orações não sejam as catedrais e os meus totens não virem estátuas. Gosto mesmo é de acariciar a terra, as plantas, os animais e de cuidar das pessoas por sua mera existência. Vejo o retorno à natureza como a reintegração ao universo. Em noites de lua cheia me encanto com a claridade e a incandescência Em noites escuras vislumbro o que nunca vi Em dias de sol me abrigo na sombra ou deixo que a luz e o calor penetrem o meu corpo cansado até torná-lo um abrigo pleno, um saara a acolhê-los. A natureza tem muitas faces.Não reclamo de suas estações. Luz! Ressuscita em mim o que és, para que eu abrigue todo o teu calor e luminosidade num emaranhado só. Na natureza tudo me é encantador Tudo me traz aromas e sensações desconhecidas, além de lembranças, revivescências Não há palavras para descrever o que me evoca um encontro do rio com o mar Rio São Francisco! que li nos livros de Geografia e o imaginei antes de conhecê-lo. Rio Parahyba! De águas e força tão feminina descendo montes e atravessando vales. Rio que supõe altruismo ao atender aos Senhores, e por isso alimenta a cana de açúcar, mas geme de dor com a fome que o cerca. Rio Cariús! Nome de destemida tribo que orgulha a prole que o nomeou. Estás a sumir como sumiram teus filhos naturais, mas, teu tronco maior, o Jaguaribe, se encolhe e se expande em resistência Rios que alimentam braços e pernas de outros. Uma dor que não estanca me habita Mas prefiro chamar à mim a minha senhora, a mãe, a mulher, a que sempre acolhe a cria, a que não se desvencilha por que é guia. Tua estrela me traz o dia e me dá forças para sair das noites escuras. Mãe senhora! As minhas catedrais eu mesma as construo. São templos de orações consagrados a ti, nos verdes vales ou nos desertos, onde repito : "Ave,Maria!" Tu me ouvistes, me socorrestes e eu aqui estou em nome do filho e do pai. Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba- Brasil, em10 de novembro de 2022.