Falsa ilusão em que mergulhei, Terei eu a humildade dos mestres, Para reequacionar o sentido da vida, Há tão pouco tempo julgado desvendado, E novamente e sempre posto em causa, Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma, Orgulhosamente só julguei perscrutar, O silêncio da transumância cósmica, Que me sufocou de presunção alienada, Não me serviu de nada a luz epifania, Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro, A maldição da indiferença absorta que instaurei, A noção do ridículo que me absorve de comoção, As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam, As noites mágicas transcendentes que idealizei, Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
Fatalidade em que se tornou o meu destino, Desavindo na plenitude da alma austera, Vã procura de amor e carinho no divino, Esquecidos na fundura duma cratera.
Fatalidade das águas do rio a correrem, Pacientes a correr na sua previsibilidade, Tão belas as águas cristalinas não saberem, A desesperança da minha inútil saudade.
Fatalidade da beleza que emanas sem querer, Aprofundadamente subtil de tons alternados, Enfeitiçaste as nuvens do céu sem antever, E elas abençoaram os desertos afortunados.
Fatalidade do longo caminho a percorrer, Aos tropeções inebriado na cúpula do sentir, Solitário na amargura do meu derradeiro ser, Prescrito ao sabor da inocência ao me extinguir.
Lisboa, 30-9-2013
524
Miséria de Filosofia
As centenas de dias passados e revisitados em vãs filosofias, num estado ébrio de triste exclusão, com pensamentos de cariz um pouco extravagante no cogitar e cheios de subjectividades quanto bastem, dias passados agora tão saudosamente relembrados, isentos de quaisquer constrições éticas e morais, enfim 100% livres e descomprometidos nas suas singularidades únicas.
Até nos momentos de silêncio, e sempre foram mais que muitos, eram carregados duma pura e cristalina introspecção avassaladora, tal como o visionamento mental duma cosmológica teoria do todo, ancestralmente guardada no âmago dos elementos fundamentais que nos constituem e que são eternos e possuem o grande segredo primordial induzido.
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
Lisboa, 30-10-2013
408
Ao Que Vim
Vim com as aves migradoras, Voando com a Primavera, Sequioso de ternuras, Pousei firme terra.
Vim com a chuva debutante, Dum amanhecer incerto, Caio em gotas titubeante, Logo por aqui ao perto.
Vim com um embalar de mãe, Dando ao rebento guarida, E a jamais ninguém, Se limpou essa ferida.
Vim com as estrelas do céu, Cadentes numa noite de verão, Longínqua miragem permaneceu, Iluminando-me todo ao serão.
Vim desfeito em perfídia, Pelo meu obtuso pesar, Anseio pelo fim do dia, Recolhendo-me ao deitar.
Vim com as sete pragas, Sem sequer pestanejar, Profanei as cinco chagas, Quebrei ao cair do altar.
Vim no choro ateado, Pelas tristezas pesadas, De mágoas inundado, E promessas adiadas.
Vim da terra exumado, Cantar-vos a vossa sina, De terno desalmado, Mas nada se vaticina.
Vim com a noite brusca, Que se instalou em mim, Longe de tudo ofusca, Clamando pelo fim.
Vim uma vez contigo, Deixaste-me feliz, Deste-me um beijo, Que ainda não desfiz.
Vim com as ondas do mar, Vagarosas no seu jeito, No seu leve deleitar, Esmero de tão perfeito.
Vim com o vento norte, Suspirado de boas-novas, Desfraldei velas de porte, De míticas caravelas alvas.
Vim raio de sol acolhedor, Trazendo vida a granel, O quadro tão enternecedor, Criado sob o seu pincel.
Vim com as mãos vacilantes, Para sempre te aconchegar, Nos longos serões dançantes, Em que o amor viu despertar.
Vim com a saudade tua, Julguei sucumbir, definhar ,O sonho jurado sob a lua, Para serenos juntos recriar.
Vim com as doze badaladas, Encerrar mais um dia de dor, Deitar-me debaixo das arcadas, No meu desgosto apaziguador.
Lisboa, 9-10-2013
531
Irrelevância Contida
Irrelevante em absoluto eu sou, Chacinado pela inconstância, O enfado que o meu andar pisou, Foi infeliz mera circunstância.
Quando nos deparamos com o vazio, Da essência desmaterializada ao ínfimo, E nos deparamos com o afundar do navio, Na falência incrédula do ideal homónimo.
A vetusta pequenez do nosso orgulho, Que nos alimenta com nada o nosso ego, Resta-nos no indesejado último mergulho, Que nos venham pregar o derradeiro prego.
Sou tão pequenino pois sou, Irei para donde vim é certo, O tempo à minha passagem soçobrou, Acabando assim finalmente o incerto.
Lisboa, 27-9-2013
517
Angustiosamente Só
A angustia em que parecerei, Desconsola-me a alma inerte, Tão acompanhado de nada fiquei, Talvez dos lamentos me liberte.
Quando os sentidos definharem, Ficarei apenas por aqui deitado, Deixarei as horas a passarem, E morrer assim tão deleitado.
As preces todas que eu esquecerei, Inglórias promessas vãs e longínquas, De avessas hordas que vingarei, Nas últimas despedidas improfícuas.
Saberei eu um dia, Voar e voar ao alto, Para longe da monotonia, Na fobia do último salto.
Lisboa, 30-9-2013
465
Fim Da Linha
O fim da linha alcançado, O rosto da condição humana desvendado, A viagem ulterior desmarcada, O livro maldito incendiado, A verdade desencontrada, A vontade ludibriada.
O engano que é viver, Ficou descoberto, A trama a tecer, Ficará em aberto, Só no morrer, Serei completo.
A voz tresmalhada despontou, Por entre palavras soltas, O meu coração falou, Coisas loucas, A criança em mim chorou, Como poucas.
Lisboa, 27-9-2013
569
O Limbo Da Escuridão
O incolor da transgressão da incerteza, Que divide os vivos dos agora mortos, Na mais profunda ausência de luz, Ensandece-me a percepção do real, Obscurecido na névoa gelada do irresoluto, Pairo no ar desagravando a miragem, Fixada no vazio duma qualquer treva dourada, O peso leve duma leda alvorada privado, A longa noite onde perpassa a minha coutada, Onde deixei navegar o espírito da eterna paz, A derradeira chamada ao altar da noiva cadáver, Que sobreviveu num esgar de dor, À minha insolente passagem, Em noite de tamanhos finados, De desfocadas sombras roubadas, E almas fugidas de tão perdidas, O dócil negrume vingou, Pintando de negro ao cair, A minha infame despedida.
Lisboa, 30-9-2013
577
Ecos Ao Longe
A tosca e estridente voz que ecoa sem parar, Na minha mente desventurada a latejar, Erróneos ideais que fiz descambar por fim, Das entranhas insalubres do âmago de mim.
Os fantasmas em que eu sobrevivi, Em percalços de quimeras infantis, Não resistirei ao tempo que antevi, De searas ondeantes ao vento pueris.
O luar que me inundou de belas alegorias, Na ultrajante soturnidade em que vivia, Banhou-me de evanescentes sabedorias, Que desfeiteei no engodo da lascívia.
Ecos ao longe que ouço sem nunca parar, Enfatizam as sementes iníquas perseguidoras, Que não me largam o meu triste e ledo descerrar, Embebido em desconsoladas mágoas demolidoras.
Lisboa, 30-9-2013
467
Soturna Noite
A longa noite mal iluminada, Onde cerrei os olhos cansados, Já ia longa a madrugada, E eles ainda molhados.
A noite que me viu nascer, Onde retorno todos os dias, Faz-me lembrar as núpcias, Quando nela vier a morrer.
A noite onde perscruto a paz, No silêncio que me induz idolatrado, Acaricia-me prostrado e fugaz, O sono chega finalmente apressado.
A última noite esbatida eterna, A grande ausência de sombra, A longa solidão em mim tão terna, Envolto em perene penumbra.
Lisboa, 26-9-2013
634
E Nada Sobrou
Dissequei a alma aos bocados, E nada sobrou, Procurei desesperançado, E nada ficou, Sonhei com flores frondosas, E todas murcharam, Naveguei por mares agitados, E eles serenaram, Fugi da vida inteira, E ela partiu, Viajei ao meu interior, E reflecti, Melancolicamente embevecido indaguei, E nada encontrei, Desejei ousar o mundo, E eu aqui encarcerado, As nuvens sorriram-me alegres, E eram apenas miragem, As estrelas ao alto piscavam, E eu em espanto serenei.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.
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