Eu poesia
Em uma palavra já me resumi,
Por vezes já me senti um verso,
Nas frases me dei conta; cresci,
Vi-me haicai em meu universo.
De trova em trova subi degraus,
Em forma de pensamento andei,
Levei o indriso nas minhas naus,
Colhi poesias, soneto me tornei.
Não agradada à alma embrenhei,
Brotei-me no encarnado da rosa,
Leram-me por aí feito uma prosa.
Meus olhos, refrão da minh’alma,
O sentimento dimana sem ponto,
Estendo-me em ilimitado conto...
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
Lista de Poemas
Rios e pântanos
Corre a límpida água de criança.
Esperança em porvir, contudo morre.
Percorre no caminho, riso e trança.
Herança transformando-se num porre.
Alforre elos; incide essa tal lança.
Fiança quase nada, mas transcorre.
Discorre: tudo bem! É essa dança!
Aliança com zelo tem um borre.
Forre seu trilho, faça uma mudança.
Confiança; respeito nele jorre.
Socorre! Há crueldade pela entrança.
Cobrança: _O riso da criança escorre!
Ocorre nesse pântano a lambança.
Cansa esse abuso; só pode-o e torre.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
469
Só, em seu funeral.
Quintal vazio, sala sem ninguém.
Além do mais há vácuo no mental.
Visceral dor que tira todo zen.
Alguém diz: é doença e é viral.
Arsenal de perguntas, ora, amém.
Bem nenhum me deixou, material.
Portal sem flores. É íntegro, acúmen.
Desdém; sem um abraço é brutal.
Normal: o breve, quem proíbe? Quem?
Tem-se inicio, meio e seu final.
Mortal, simples assim: deuses aquém.
Vem o carro funéreo do hospital.
Sinal: é o cortejo e a ida também.
“Blém” toca o sino. Só; seu funeral.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Além do mais há vácuo no mental.
Visceral dor que tira todo zen.
Alguém diz: é doença e é viral.
Arsenal de perguntas, ora, amém.
Bem nenhum me deixou, material.
Portal sem flores. É íntegro, acúmen.
Desdém; sem um abraço é brutal.
Normal: o breve, quem proíbe? Quem?
Tem-se inicio, meio e seu final.
Mortal, simples assim: deuses aquém.
Vem o carro funéreo do hospital.
Sinal: é o cortejo e a ida também.
“Blém” toca o sino. Só; seu funeral.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
474
Influenciadora digital meia tigela
A tal; influencer; o nome indica.
Fica o dia todo em mundo irreal.
Legal, acha que é boa de dica.
Explica como sendo magistral.
Digital; compra seguidores, rica.
Dedica o tempo em prol de si, normal.
Final: ganha tudo e resignifica.
Pudica até, pacto unilateral.
Canal perfeito de uma alma nanica.
Nadica inteligente; zen e astral.
Jornal faz de conta, seda e pelica.
Suplica: sandália por um postal?
Total absurdo; preço prejudica.
Titica; faz beicinho sem o aval.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 28/06/2020
Todo trabalho, qualquer que seja ele deve haver um mínimo de estudo sobre e respeito. Não sabe, não faça.
Não é porque ser “Digital influencer” está em alta que devemos ceder aos pactos que deveriam ser bilaterais. Pessoas de caráter duvidoso se passam. Ganhar é legal, né? Mas na hora de cumprir o prometido a outra face se mostra.
Não venha me dizer que você tem 15 milhões de seguidores sem comprar nenhum, que, aliás, comprar fantasmas é realmente coisa de “trouxa”; ilusão, meu bem! Talvez o Papa eu acredite.
Aos profissionais que realmente levam o trabalho a sério: a minha admiração. Aos picaretas: que peninha!!!
159
Feijão
Semente na mão; terreno adubado.
Molhado, rescendendo intensamente.
Sutilmente cada grão foi jogado.
Abraçado pelo chão docemente.
Naturalmente o feijão foi adotado.
Confinado no escuro; claramente.
Presente no processo: é plantado.
Aguardado, na fé: rapidamente.
Contente o lavrador crê: capinado.
Brotado; vem um ramo ‘verdemente’.
De repente a vagem; algo encantado.
Olhado o casulo; surpreendente.
Recipiente bom, multiplicado.
Sagrado; mesa farta brevemente.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 31/03/2020
169
O poema só quer ser feliz...
Quis o poema ser feliz. Falou:
_Ou, quero borboleta e chafariz!
Matiz verde nas folhas. Assinou:
_Sou o que quero ser e xô cicatriz!
Fiz o primeiro verso; concordou.
Estalou os dedos, então ergueu o nariz:
_Motriz é esse amor! A ele apelou:
Fechou sua boca após pedir bis.
Verniz: resguardei o cerne, seu teor.
Flor? _Muitas no balanço, ao vento.
Alento. _Figura linda de amor.
_Senhor poema, está a seu contento?
_Isento de reprovação; um primor!
Beija-flor pousou e beijou nosso invento!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 27/03/2020
195
Laboratório mágico; coração.
Coração é agitador, balança.
Avança com bastão do pensamento,
Invento, quimera, vida e lembrança,
A poupança do melhor sentimento.
Experimento, sonho, soluções,
Reações físicas e aquecimento,
O resfriamento, não exatidões,
Situações se misturam; o vento.
Sustento de verbo, das emoções,
Frações e o todo, total harmonia,
Alquimia, filtro de ‘encantações’.
Concentrações; ganho de sinergia,
Banho-maria; eu, você, nós fusões.
Aquisições nossas em poesia.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 13/10/19
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/
122
Ciclicamente, vida e amor.
A vida é ciclo; é feita de eras.
Há primaveras, igualmente inverno.
Caderno de folhas secas e de heras,
Deveras; um verão no dentro e externo.
Governo sem a total governança,
Confiança é reta principal,
Portal aberto, nenhuma cobrança,
E trança: meu caminho e seu quintal.
Afinal somos triângulo terno
Hiberno em sentir: eu, você, o amor!
Flor de todo tempo; a ele subalterno.
Eterno sentimento em toda cor,
Calor do trilho, semirreta; hiberno,
Moderno e nobre; unívoco de humor.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 13/10/19
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/
225
Soldadinho
Vá em frente soldadinho,
No caminho tem perigo,
Seja amigo, abraço ninho,
Em alinho e sem castigo.
Digo: nosso salvador!
Com amor dentro do peito,
Sujeito; porta alma flor,
Calor, verdade e respeito.
Perfeito! Vá soldadinho!
Carinho não deve a idade.
Lealdade, ser bonzinho!
_Beijinho sociedade!
Com seriedade e alinho!
Sozinho? Com amizade!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
221
“Toca Raul”
De precisa voz, o tom era claro.
Raro saber, o ‘maluco beleza’.
Grandeza. Da música bom faro,
Comparo-o a um poeta nobreza.
Clareza ao dizer: ‘tente outra vez’,
Talvez ‘ainda queima a esperança’,
Aliança rock ‘controlando a maluquez’,
Insensatez do ‘carimbador’ criança.
Lança ‘medo da chuva’, acreditei!
A lei do cowboy totalmente fora
Embora ‘Plunct Plact Zum’, cantei.
E voei no seu ‘disco voador’, afora.
Agora, ‘óculos escuro’ também usei!
_Ei ‘metamorfose, nunca foi embora!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.