temporais vivificantes
e quando forem manhãs as tardes que eu sinta deixem-me organizar os tempos que pressinta é que arrumá-los nos armários da vida deixam um gosto de tanto nos contratos que persiga a vida é um litoral intenso dos oceanos largos da lida
Dos sinais verbais intermitentes
acosso o poema com certo embaraço. Os verbos, nem sempre, dão-se a abraços fustigam o senso com certa ironia como se fossem noites travestidas de dias o poema é transeunte delicado do verbo e do poeta em suas vias
Nordestina ilação do sonho
provisória, a vida descamba pela ladeira permanente que a gente sonha das filigranas, desse arranjo do sempre, o sonho aumenta a força dos ventos e o relógio onírico, como instrumento, inventa os ponteiros para tanger o tempo
Coletivos em urgente lógica
o viver humano por fazer-se lúdico tenha-se por vasto nesse estado público a vida quando coletiva dá-se por completa nas origens que milita o todos que é de tantos é só um pouco de tudo o presente é só a fábrica das possibilidades do futuro
Caminhares em íntima jornada
dos passos que trago escondidos na vontade ressoam as caminhadas dos desejos da alma retirantes, palmilham itinerários exatos de todos os artifícios postos na vontade e nos caminhos da prática, como pássaros baldios, abraçam portas da liberdade
Genuflexão em termos
ajoelhado em suas culpas o homem arquiteta todas as desculpas a divina idéia pousa em seus verbos como um pássaro fugitivo de todos os infernos a providência do tempo é uma vontade absurda de fazer das preces um arremedo da luta
largas passadas em urbana jusante
assim atravessada entre os edifícios a rua pulsa em ondas os ventos do comício verbos em suores uma grave massa revolvem o passado dos futuros da pátria a nação humana goteja todas as chuvas que caibam
do menino e dos trens em saga
o trem, num passo lúdico, pisava os trilhos como um discurso pela janela, balançando a vida, a natureza embalava todas as retinas o trem era um carrossel despejado em suas linhas
Do estado servil dos homens
a política, em tudo, quase explicita todos os vincos postos da vida forja-se estado em poder e destino como se fora regra de homens e instintos dá-la às razões coletivas lutadas pela constância é só uma nesga do futuro com alguma certeza da esperança
Virtual memória em páginas avulsas
o processo, jazia em termos nos bytes que consumia em seu enredo o homem virtual, em configurado discurso, embaralhava na tela presumíveis futuros ao juiz restava a saudade do debulhar as páginas como quem afaga no direito os critérios da alma
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.