nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Olga Korbut em voo
elástica,
Olga arquiteta
todas as curvas
no colo das retas
o corpo
viajante dos ares
adormece o tempo
no vão dos olhares
Olga inventa seus voos
como uma lúdica chama
que inventa seu corpo
como uma tocha humana
Olga arquiteta
todas as curvas
no colo das retas
o corpo
viajante dos ares
adormece o tempo
no vão dos olhares
Olga inventa seus voos
como uma lúdica chama
que inventa seu corpo
como uma tocha humana
28
Dos reveses em vistas e relances
os olhos em relances
arcam consequências
faróis incautos
da consciência
dizem no tempo
segredos arquivados
gestos de futuro
molhados do passado
os olhos são faróis intensos
de lampejos cinematográficos
arcam consequências
faróis incautos
da consciência
dizem no tempo
segredos arquivados
gestos de futuro
molhados do passado
os olhos são faróis intensos
de lampejos cinematográficos
6
Poema em desoras
o poema a desoras
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
8
Planificação em vias da vontade
meu plano
é transitar a vida
por todas as estradas
que me vivam
nas léguas que eu invente,
nos passos que consiga
meu plano
é joga-las no tempo
como serpentinas exatas
lança-las pelo mundo
no carnaval lúdico das palavras
as que eu traga na boca
as que eu usine pela alma
é transitar a vida
por todas as estradas
que me vivam
nas léguas que eu invente,
nos passos que consiga
meu plano
é joga-las no tempo
como serpentinas exatas
lança-las pelo mundo
no carnaval lúdico das palavras
as que eu traga na boca
as que eu usine pela alma
8
Auto da matéria errante
o homem
é um quase jeito
da natureza brincar
de conhecer-se
e nesse trânsito
deixa-se intrusa
e parte de si
em grave fuga
tudo que a deixa
nessa auto disputa
desinventa o espaço
nos tempos da luta
é um quase jeito
da natureza brincar
de conhecer-se
e nesse trânsito
deixa-se intrusa
e parte de si
em grave fuga
tudo que a deixa
nessa auto disputa
desinventa o espaço
nos tempos da luta
14
Natureza em pensantes gestos
as mãos
semeiam as palavras
como as bocas
gesticulam seus abraços
tudo é apenas um modo
do homem espalhar-se
natureza ensimesmada
cada homem acontece
quando desembrulha seu peito
nos tamanhos que consegue
e flui das mãos e da boca
como um manifesto adrede
semeiam as palavras
como as bocas
gesticulam seus abraços
tudo é apenas um modo
do homem espalhar-se
natureza ensimesmada
cada homem acontece
quando desembrulha seu peito
nos tamanhos que consegue
e flui das mãos e da boca
como um manifesto adrede
8
Filigrana zen do exercício
intensamente zen,
deixo-me vagar
nos eus do além
saio de mim
entrando-me largo
nada e tudo de mim
que vagamente trago
conjuntamente zen
dou-me ao indício
de postar-me lógico
no colo coletivo
deixo-me vagar
nos eus do além
saio de mim
entrando-me largo
nada e tudo de mim
que vagamente trago
conjuntamente zen
dou-me ao indício
de postar-me lógico
no colo coletivo
8
da dialética moção dos fatos
a tese,
posta em fato,
entorna a manhã
em desacato
a antítese,
em tempo corrente,
anoitece a manhã
adredemente
abundante,
em grave alvoroço,
a sintese faz-se nova tese
nos braços do novo
posta em fato,
entorna a manhã
em desacato
a antítese,
em tempo corrente,
anoitece a manhã
adredemente
abundante,
em grave alvoroço,
a sintese faz-se nova tese
nos braços do novo
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.