In neutral what was accelerated, but symphysis I don't know what it is, we only know now from cracks, cracks and stains on the walls and the foundations, everything seemed on the rails, pretending to be happy everyone, but in neutral everything is, the house it's just cockroach bark and amputated ants under the yoke of tiny being, dread in the shop windows in the old night of artificial lights, yes, in reverse the old structure of grinding meat and minds - opera of the dead* crowning the days of the living, all reacting as a zero behind the mask.*
*: Opera of the Dead is an allusion to Autran Dourado's book (1926-2012, MG, BRAZIL) Translated with www.DeepL.com/Translator (free version)
Darlan M Cunha publicou os livros Umma (romance, Editora Virtual Books - Pará de Minas, MG), Esboços e Reveses: o silêncio (poesia, Editora CBJE - RJ), O ar em seu estado natural - Textos sobre letras do Clube da Esquina (Editora CBJE - RJ). Entende-se com um instrumento musical, tenta aprender entradas e bandeiras, preparando-se para encontros e despedidas, apreende algo mais da sociologia e da psicologia dos fatos cotidianos.
No início não foi a roupa nem o pudor ou o medo e a fé.
O medo chegou com a invenção da fé no além-lá do oriente crente, de algo da jactância de muros metódicos pergaminhos em locas, mar aberto mar de fuga a bíblia do diabo, yes
o medo chegou e tornou-se "genética psíquica", veio com a invenção da roda de castigos divinos tornados hinos ao breu; por outro lado, convite satânico de gozos inexcedíveis para os transgressores/as.
No início era o Nada, e o Nada valia urros nos campos nas grutas cumes gelados e na correria geral por uma presa até surgirem ideias como a de se criar armadilhas para homens e bichos. Andando devagar, depois, célere de perder estribos arreios sela freios os anelos e o respeito
o homem e seus signos.
342
Nove círculos ou mais
O Diabo agarra-se na crina da mula esporeia a aflição com o fogo de sempre no seu jogo de mestre da sombra tomando a si a depuração dos crentes, que o Demo em sua elegância em sua presteza e leveza de intentos cava e escava, tece e retece em torno da soberba o fio condutor ao melhor de sua Casa onde o amor vai de penetra mas nenhuma queimadura sara ou vaza, e o castigo, segundo o povo, vem a galope, não se atrasa.
339
Estilo
Nascido na madrugada de uma quinta-feira aos berros (natural que se reclame o que se perdeu), panos de lado a lado, bocas e olhos e mãos cheias de usos risos cercando-lhes o retângulo, nem pestanejou rumo ao colostro, e muito dormiu, mas uma vez desperto, ainda hoje cobra caro toda iminência de perda, salga e envenena o preço de cada prumo nas aldeias urbanas e nos ermos agrários conjugando o verbo aeiouar como quem desinventa a matéria, alijando de si as madrugadas e outros uniformes cotidiáridos.
382
Peste, praga
Lu Sin grava no cerne da agonia a fala da teocracia, enfim, uma teratologia sem resquício de espanto em sua boca.
Somos uma louca e um alienado numa assembleia de traficantes com uma paleta de cores, naturezas mortas, enquanto vais à feira de rua, vestida ou quase nua e o mundo girando a 27 mil km hora.
Lu Sin destrincha um frango imaginário com estes subviventes, razias na suicidade onde ninguém tem segura a identidade ninguém a salvo de si mesmo no mundo de rinhas demolindo muros com o tom de Zaratustra:
"Por quê ainda chocalhar, ó cascavéis ?"*
326
Elementar
"Só amanhecem o grão e a solidão" - diz o poeta* pelo que riscam os dentes no ar os de sempre, lisos de vontade a neblina desgrenhando o teto da mata próxima, cobrindo os espetos da monstrópole, hoje sangrar é tema compartilhado que a rede encesta: só adormecem o sim e a espera.
344
Das repetições
Os pés e as mãos são extensões de um ter e haver naturais, partes de um maquinário ferrenho em diluir dúvidas, quanto em fazê-las, aprimorando intentos nunca de todo claros, tortos. O nariz às vezes sobrevive aos olhos, estes, sim linha de frente de um combate sem trégua mesmo para os cegos, mesmo para os mortos.
340
O lado escuro da rua
Que a noite fomenta o amor é fato que ela encobre suas idas e vindas, dá a mão aos furtivos nos passeios públicos e privados abrindo loas para além-lá da dicção do camaleão, seu caráter precisa de sal e de fel (alguma premonição) pura sátira, pelo que faz ouvidos moucos ao futuro e ao passado e até mesmo a essas duas horas e vinte minutos.
312
Reflexos
Às pequenas coisas, fortuito, quase casto, me dou procurando na mímese saída, na simbiose entrada e nada que me seja estranho deixo que parta sem ouvir o imponderável, ver romper-se o aquário de onde o sorriso dos peixes, pois nada que me seja estranho deixo partir sem passar por baixo do beiral do lado sul da casa onde andorinhas babam no ninho, e de onde se percebe no outro lado da rua a altivez tão comum a quem deixa para trás parte da vontade (se não o todo), e então que vá aos pequenos marcos >>> óvulos insônia colmeias música, talvez até mesmo ao trajeto dos lemingues.
345
Água riscada
O navio aporta, ninguém recepciona e no casco não há som nenhum nenhum repasto nas mesas
Por quê os marujos e os gatunos de turismo não vagueiam pelo convés ? Não há nada no navio incapaz de levantar âncora.
O que houve com quem casou-se a bordo ? O que houve com os botes ?
A capela saqueada por alguém com pressa. O que houve no navio que aportou sozinho ?
350
Endividados com a clareza
Surgiram com um nome sem sobrenome sem origem palpável o dono e a dona fazendo frege na aldeia onde o rumor cresceu (e porque não disseram nada...).
a aldeia pôs a boca no solstício sob tema geral - signos, noites de palpites convites e despistes sobre a real intenção dos intrusos (segundo os aldeotas)
até que, premido, o espanto encontrou vento contrário, e para outra aldeia se foi a outras ilhotas, a outra semiótica.
Claro que sim, prezado: ambos sabemos que todos podem e devem escrever. Mas até que quase todos entre todos evoluíssem da mera curiosidade de criança que aprendeu a andar, boa parte poderia e deveria escrever para si. Alguns anos de fermentação, portanto. A superpopulação de agulhas diletantes em meio ao palheiro, torna difícil, doloroso e até sangrento procurar por uma palha, que seja. Tendo a crer que o mecanismo de seleção natural é manco: a tendência inegável é que o capim sufoque e mate o trigo e que o abraço fatal dos cipós nas árvores transforme toda a floresta em um deserto verde. Em outras palavras, o bom não é coisa que sobressaia. Morrem, a rigor, todos no mesmo emaranhado de tertúlias das quais todos se afastam, desanimados e incrédulos, ao final das contas.
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