Lista de Poemas

Perpendicular à luz



Sem esquemas na memória suprema
Abrevio cada fonena neste poema
Colorido e alimentado pelo quociente
Omnisciente de sons infecciosos e ebulientes

No apótema deste teorema traço um polígono
Regular que vai daqui à perpendicular de
Silêncios verdadeiramente supremos
Tendenciosos axiais e quase blasfemos

Sem tremas a solidão reinventa-se
Deixando uma sequela de matemáticos
Desejos calientes a marinar no caleidoscópio de
Cores  emolientes, carismáticas…tão prescientes

Frederico de Castro
208

O efeito Borboleta



- Para a Noemi minha filha primeira

Dentro do casulo do tempo eclodem
Silêncios bem metamorfoseados
Simbolizam a dilação de cada eco
Partitivo e bem escareado

Permeiam a noite duas gotículas de solidão
Além pousadas no semblante desta
Escuridão agora em plena remissão, pois
De joelhos a fé reverbera com muita comoção

A larvar neste silêncio quase dilatório sai da
Pupa amadurecida uma adulta ilusão radiante
Batendo suas asas daqui para um lugar distante

No meu jardim chegarão depois coloridas borboletas
Aos milhares, polinizando a esperança premente
Embelezada neste habitat da vida bruxuleando avidamente

Frederico de Castro
149

Tanta gente...e solidão



No caos da escuridão esconde-se uma sombra
Desmesurável, passeando pela avenida, qual palavra
Errônea, incomensuravelmente olvidada e desguarnecida

O tempo esquecido e desacertado alinha-se a
Qualquer hora mal-amanhada impondo à mofenta
Solidão uma instintiva palavra bradando sedenta

Assim bailam no tempo tantos sinónimos de
Uma memória em reclusão, pois além
Caminha tanta gente…em solidão

Frederico de Castro
188

Na teia do tempo



Costuradas no naperon de palavras dóceis imerge
Uma teia de memórias versáteis… tão fiáveis,
Qual trégua no tempo deixam duas horas a pairar
No meio de tantos aromáticos sonhos muito maleáveis

Frederico de Castro
214

O efeito borboleta



Dentro do casulo do tempo eclodem
Silêncios bem metamorfoseados
Simbolizam a dilação de cada eco
Partitivo e bem escareado

Permeiam a noite duas gotículas de solidão
Além pousadas no semblante desta
Escuridão agora em plena remissão, pois
De joelhos a fé reverbera com muita comoção

A larvar neste silêncio quase dilatório sai da
Pupa amadurecida uma adulta ilusão radiante
Batendo suas asas daqui para um lugar distante

No meu jardim chegarão depois coloridas borboletas
Aos milhares, polinizando a esperança premente
Embelezada neste habitat da vida bruxuleando avidamente

Frederico de Castro
139

Jornada etérea



Expiro da luz ténues sombras
Encrustadas nesta meiga melancolia
Para que depois nenhuma dúbia palavra
Feneça entre o halo deste silêncio repressivo

Nesta longa jornada etérea caminho léguas
Rumo à doce e peregrina esperança persuasiva
Além onde passeiam caricias ressacadas
Recostadas nesta propicia fantasia tão ostensiva

Supre-me esta noite proscrita toda a solidão abusiva
Mascarando cada hora errante fluindo num eco traquina
Fadado a uma fé e a uma oração decerto mais adesiva

Desliza nas memórias rentinho à saudade uma lesada
Lembrança quase erosiva, deixando um póstumo e inflexível
Silêncio a deambular na madrugada envergonhada e irredutível

Frederico de Castro
191

Na minha jogada...



Com dois dribles simulo uma jogada empolgante
Remato forte com palavras bem abalizadas
Deixando em off side aquela finta desajeitada

Na marcação de um penalti pulsa a esperança
Porque a claque em suspense…por fim grita pujante
Goooloooo...explodindo numa alegria excitante

Frederico de Castro
175

A garça



Com sua plumagem alva migra
Para junto deste silêncio tão escasso
Pousa de mansinho ao redor de um eco
Que além se extingue apático e quase devasso

No dia cinzento e gélido a luz flui labiríntica
E sussurrante, deixa na calçada do tempo
Um trilho de palavras absurdamente empáticas
Para que a garça se vista com elegância tão fleumática

Frederico de Castro
222

Olhos nos olhos



Às vezes a noite dura toda esta imensa escuridão
O tempo fenece atado a um queixume dilatado e
Gatafunhado em pasmadas palavras repletas de emoção

Olhos nos olhos tinjo os cílios da saudade mais
Bolorenta e periclitante, chapinhando entre brisas
Garridas, leve, levemente estrepitantes

Pendem na noite dois tristes segundos etéreos
Acarinhando o meu silêncio encaixotado na devoluta
Solidão onde espremo até ao tutano este desejo tão avultado

Incisiva e elegante sussurra a manhã apaixonada
Cogitando em nós uma caricia deveras desconcertada
Qual soluçante arritmia de palavras torrencialmente exaltadas

Frederico de Castro
154

No silêncio das árvores



À sombra de silêncios alheios cresce
Uma árvore imensa, cujos troncos se
Espreguiçam entre brisas auspiciosas e altivas

No feliz bafejar das folhas ondula um batuque
Exuberante impregnando a paisagem que além
Medra feliz, adornando sorrisos em plena peregrinação

Frederico de Castro
200

Comentários (3)

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asdfgh

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!